Exposição exibe fotos de aves que vivem próximas ao aterro de São José

Mais de 100 espécies nativas vivem nos arredores do local

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Anu Branco é uma das espécies de aves que habita a mata que cerca o local

Luiz Carvalho/Divulgação

As 500 toneladas de resíduos que o aterro sanitário de São José dos Campos recebe diariamente não impedem que uma fauna exuberante de aves avizinhe-se ao local. Espécies como bem-te-vi, pica-pau, quero-quero, guirra, tucano e periquito são constantemente avistadas nos arredores do aterro.

Toda essa variedade de aves foi retratada pelo funcionário Luiz Carvalho e vai se transformar em exposição no Shopping Centro. Um levantamento realizado pela Urbam (Urbanizadora Municipal), responsável pela manutenção do aterro, contabilizou cerca de 100 espécies nos arredores.

Na exposição, as fotos estão dispostas em displays com formato de árvore, confeccionados pelos próprios funcionários da Urbam. E acordo com Carvalho, responsável pela captação das imagens, o trabalho é fruto do apreço pessoal pelas espécies.

“Comecei a andar pela região e me encantei com as variedades e a beleza das aves existentes ali. Tive vontade de estudar para identificá-las. Alguns são ariscos e difíceis de se fotografar. Outros se camuflam. Eu nunca gostei de pássaros presos. Lá eles são livres e podemos ajudar na preservação destas espécies”, explica.

As aves que vivem próximas ao aterro são atraídas pela vegetação remanescente do cerrado. De acordo com a Urbam, são 490 mil metros quadrados de área verde preservada ao redor do aterro.

“O aterro não é uma área morta. Ali tem vida. Com esta exposição, queremos despertar nas pessoas o gosto pela biodiversidade. Podemos mostrar, pela beleza das aves, que a convivência é possível”, explica o biólogo Roberto Massareli.

De acordo com o biólogo Roberto Massareli, as aves não são atraídas pelas atividades do aterro. Elas estão lá por causa das áreas verdes preservadas ao redor da unidade. Trata-se de mais de 490 mil metros quadrados de áreas remanescentes do Cerrado.

“O aterro não é uma área morta. Ali tem vida. Com esta exposição, queremos despertar nas pessoas o gosto pela biodiversidade. Podemos mostrar, pela beleza das aves, que a convivência é possível”, acrescenta.

Além das fotos, a mostra também traz esculturas feitas com materiais reaproveitados do aterro. Pelas mãos do artista plástico Gilberto Vieira Mendes, aparelhos eletrônicos que iriam para o lixo se transformam em imagens de aves.

A exposição permanece no shopping durante todo o mês. Depois disso será integrada ao projeto São José – Mais Seletiva nas Escolas”, que percorre as escolas da cidade.

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