Familiares de detentos fazem vigília em frente ao CDP de São José

Cerca de 30 pessoas fazem vigília desde o último sábado (8) na porta do CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José dos Campos. O grupo composto por familiares e mulheres de detentos alega que os presos do Pavilhão 1 estariam sofrendo maus tratos como revide ao episódio que envolveu a entrega de 250g de cocaína por um mini-helicóptero dentro do presídio.

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Familiares e mulheres de detentos em frente ao CDP de São José dos Campos

Warley Leite/ Meon

Cerca de 30 pessoas fazem vigília, desde o último sábado (8), na porta do CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José dos Campos. O grupo composto por familiares e mulheres de detentos alega que os presos do Pavilhão 1 estariam sofrendo maus tratos como revide ao episódio que envolveu a entrega de 250g de cocaína por um mini-helicóptero dentro do presídio.

A ação que aconteceu, na sexta-feira (7), fez com que o CDP acionasse o GIR (Grupo de Intervenção Rápida) para realizar uma revista no pavilhão. E é justamente a intervenção do GIR o principal alvo das queixas de familiares.

De acordo com eles, a revista apresentou violência por conta dos agentes. Familiares relatam que haveriam presos com braços quebrados e mordidos por cachorros utilizados durante a ação.

“Vamos ficar aqui até que nos esclareçam o que está acontecendo. Nosso medo é de que o GIR volte esta semana. Claro que não conseguiremos impedir a entrada deles, mas é importante fazer nossa voz ser ouvida”, afirmou a mãe de um detento que preferiu não se identificar.

Sem visitas
Depois que presos do Pavilhão 1 receberam entorpecente, na última sexta-feira, de um drone -uma espécie de mini-helicóptero-, que sobrevoou o centro de detenção, a visita no setor foi cancelada como punição administrativa. Quem entrou no CDP para visitar outros presos relatou que o pavilhão estava encoberto, o que aumentou mais a apreensão dos familiares.

“Não dava para ver nada do Pavilhão 1. Tudo estava tapado por panos. Se eles não querem que a gente veja é porque alguma coisa deve ter acontecido”, comenta a mulher de um detento que não quis se identificar.

A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) deverá manter o cancelamento das visitas por cerca de 30 dias como forma de punição aos detentos.

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