Famílias temem nova tragédia no Rio Comprido em São José
Moradores do bairro Rio Comprido, em São José dos Campos aguardam uma resposta da Prefeitura para deixarem o local. Com a proximidade da temporada de chuvas, famílias correm risco de viverem novos desabamentos e tragédias na cidade.

Moradores do bairro Rio Comprido, em São José dos Campos aguardam uma resposta da Prefeitura para deixarem o local. Com a proximidade da temporada de chuvas, famílias correm risco de viverem novos desabamentos e tragédias na cidade.
No final de janeiro deste ano, a SDS (Secretaria de Desenvolvimento Social) iniciou um levantamento da situação das famílias na área invadida em 2012. De acordo com a pasta, os dados mostram quem não está cadastrado nos programas sociais e habitacionais da prefeitura, e agiliza o processo para que essas pessoas realizem sua inscrição.
“Estamos com medo de morrer soterrados aqui ou de sermos expulsos à força pela polícia como foi no Pinheirinho. Essas casas estão todas trincadas, e quando chove tem água até na porta de casa. Sei que isso aqui está condenado, mas não temos para onde ir”, conta Elisangela Santos, 35 anos, que vive com o marido, o sogro e quatro filhos em uma casa invadida no Rio Comprido.
No vídeo abaixo, a moradora mostra a situação dos imóveis na área já atigida por desabamentos em 2011 e 2012.
Em nota, a Defesa Civil afirma que 20 das casas invadidas estão em área de risco de deslizamento e ressalta a importância da retirada urgente das famílias para garantir a segurança e a vida dos moradores.
Para o Secretário de Defesa do Cidadão, José Luiz Nunes, a remoção tem que ser imediata, mesmo sem a prefeitura definir um novo lugar para a remoção dessas pessoas. “As famílias que saírem das casas terão apoio social da administração municipal e poderão ser incluídas nos programas sociais do município”, destaca Nunes.
Entenda o caso
Em 2012, mais de 50 famílias, a maioria ex-moradores do Pinheirinho, invadiram parte das casas que acabavam de ser desocupadas em área considerada de risco, em uma região marcada por tragédias e mortes. [relembre na galeria de imagens]
A prefeitura na ocasião moveu uma ação judicial pedindo a desocupação das casas. E no mesmo ano os moradores foram intimados a deixarem o local, o que até o momento não aconteceu. A situação se agravou em janeiro deste ano, quando as famílias receberam um ultimato para deixarem o lugar. A intimação gerou revolta e protestos com queima de pneus na via Dutra.
Fila de espera
De acordo com a assessoria de imprensa da SDS (Secretaria de Desenvolvimento Social), os moradores que estão na fila da habitação têm prioridade por estarem morando em área de risco, mas não sabem informar o prazo para a remoção definitiva das famílias.
Para o advogado Antônio Donizete Ferreira, representante das famílias do Pinheirinho, o fato das famílias estarem em uma área de risco deve agilizar o processo de remoção. “Nesse caso do Rio Comprido, a legislação favorece aquelas famílias, por estarem em uma área condenada pela própria prefeitura. O que não pode é acontecer ali é um novo Pinheirinho”, ressalta Ferreira.








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