Faturamento do livro digital corresponde a 1% do mercado editorial brasileiro
O mercado do livro digital no Brasil representa 1,09% do faturamento total das editoras, segundo o inédito Censo do Livro Digital, divulgado nesta quarta-feira, 23, pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL). O estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mapeia pela…

O mercado do livro digital no Brasil representa 1,09% do faturamento total das editoras, segundo o inédito Censo do Livro Digital, divulgado nesta quarta-feira, 23, pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL). O estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mapeia pela primeira vez o mercado de livros digitais no Brasil.
O número não leva em conta vendas ao governo. Quando considerado apenas o setor de obras gerais (sem contar livros técnicos, didáticos e religiosos), o digital equivale a 2,38% do faturamento das editoras. Segundo o estudo, o acervo total de e-books no Brasil era de 49.622 títulos produzidos e vendidos até o dia 31 de dezembro de 2016.
Foram investigadas 794 editoras no País, e dessas, 294 produzem e comercializam livros digitais (37%). Toda a pesquisa é baseada nos dados que as editoras fornecem à Fipe.
Em termos de volume, 2.751.630 unidades de e-books foram vendidas (87% dessas foram do setor de obras gerais) em 2016. O faturamento com a venda de e-books é de R$34 milhões.
O faturamento total foi de R$ 42 milhões no ano. Esse número inclui venda de livros digitais, conteúdo fracionado (capítulos ou fascículos) e aluguel/assinatura (bibliotecas de conteúdo jurídico, por exemplo).
De acordo com a professora da Fipe responsável pela pesquisa, Leda Paulani, a representatividade é de fato baixa. Mas dados importantes, especialmente relacionados a autopublicação, ficaram de fora do mapeamento, justamente porque os grandes players que atuam na área não fornecem dados de nenhuma natureza.
De acordo com o presidente do SNEL, Marcos da Veiga Pereira, o investimento que as editoras brasileiras fizeram nos últimos anos “valeu a pena”. Ele chegou a falar em um crescimento de 20% no setor digital em 2016 na Sextante, da qual é publisher. “O digital cria uma fidelidade do leitor de uma maneira muito rápida, é uma oportunidade grande para as editoras”, disse. Por ser a primeira edição da pesquisa, não é possível comparar dados desse estudo com levantamentos anteriores.
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