Feriado é marcado por manifestações de direita e esquerda em várias cidades do Brasil

Atos tiveram pautas diferentes, com críticas a Alexandre de Moraes e ao governo Lula de um lado e defesa do fim da escala 6×1 e de direitos sociais do outro

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
Arthur Bambini/CNN
Arthur Bambini/CNN

O feriado de 7 de Setembro foi marcado nesta segunda-feira (7) por manifestações de diferentes grupos políticos e movimentos sociais em várias cidades brasileiras. As mobilizações ocorreram paralelamente às comemorações oficiais da Independência do Brasil e tiveram pautas distintas, refletindo o ambiente de forte disputa política que antecede as eleições de 2026.

Os atos da direita tiveram como principais bandeiras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pedidos de saída ou impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e manifestações de apoio ao ministro André Mendonça. Mobilizações foram registradas em ao menos 15 cidades, segundo levantamento publicado nesta segunda-feira.

Em São Paulo, diferentes grupos da direita realizaram atos na Avenida Paulista e no entorno do Ibirapuera. Entre os participantes estiveram o senador Flávio Bolsonaro (PL), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o empresário e político Renan Santos. Os eventos tiveram críticas a Moraes e ao governo Lula.

Também houve manifestações de direita em cidades como Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Goiânia, Curitiba, Florianópolis, Joinville, Porto Alegre, Recife, Vila Velha, Fortaleza, Aracaju, João Pessoa, Natal e Maceió.

Grito dos Excluídos reúne movimentos sociais

Do outro lado do espectro político, movimentos sociais, sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil participaram do tradicional Grito dos Excluídos.

Em São Paulo, o ato ocorreu na região da Praça da Sé e teve entre as principais pautas o combate à violência contra a mulher, o fim da escala 6×1, críticas às privatizações e à violência policial, além de reivindicações relacionadas a direitos sociais. O movimento também foi realizado em outras cidades do país.

Segundo informações divulgadas sobre a mobilização, o Grito dos Excluídos ocorreu em 62 cidades de 24 estados e no Distrito Federal.

No Recife, por exemplo, movimentos sociais e sindicais realizaram manifestações durante o feriado. Na Paraíba, atos também defenderam pautas como soberania nacional e o fim da escala 6×1.

Ranielly Aguiar/CNN

Brasília teve atos separados do desfile oficial

Na capital federal, as manifestações ocorreram em locais diferentes do desfile oficial de 7 de Setembro, realizado na Esplanada dos Ministérios.

Grupos ligados à oposição realizaram atos com palavras de ordem como “Fora Lula” e “Fora Moraes”, além de defenderem o impeachment do ministro do STF. Políticos do PL participaram das mobilizações.

Enquanto isso, o desfile oficial contou com a presença do presidente Lula e de integrantes dos três Poderes. O tema escolhido para a cerimônia foi “Soberania – A força que une o Brasil”.

Manifestações refletem cenário eleitoral

A presença de candidatos e lideranças políticas nos atos deste 7 de Setembro reforçou o caráter político das mobilizações. Com as eleições de 2026 se aproximando, diferentes grupos aproveitaram o feriado para apresentar pautas e testar sua capacidade de mobilização.

A direita concentrou sua atuação principalmente nas críticas a Lula e Alexandre de Moraes. Já os movimentos ligados à esquerda priorizaram reivindicações sociais e trabalhistas, como o fim da escala 6×1, além de temas relacionados à soberania e aos direitos humanos.

O cenário fez do 7 de Setembro de 2026 um feriado marcado não apenas pelas tradicionais cerimônias cívicas, mas também por manifestações políticas em diferentes regiões do país.

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