Festival da Mantiqueira chega à oitava edição com diversidade
Exaltar a diversidade da produção literária brasileira é um dos objetivos do 8.º Festival da Mantiqueira, que começa nesta sexta-feira, 10, em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos (a 150 km de São Paulo). Diversidade em vários sentidos – faixa etária, sexo, etnia, regional e também entre gêneros literários – que o curador Luiz…

Exaltar a diversidade da produção literária brasileira é um dos objetivos do 8.º Festival da Mantiqueira, que começa nesta sexta-feira, 10, em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos (a 150 km de São Paulo). Diversidade em vários sentidos – faixa etária, sexo, etnia, regional e também entre gêneros literários – que o curador Luiz Ruffato pretende levar à Mantiqueira.
O festival começa com uma conferência de Affonso Romano de SantAnna, “O amor na poesia ocidental”, seguida de um show de Renato Teixeira. Neste sábado, 11, a partir das 11h, cada mesa debate literatura infantil, romance, conto e poesia, e no domingo os temas são a dramaturgia e a crônica. Entre os autores da programação, estão o gaúcho Paulo Scott, o cearense Sidney Rocha, o mato-grossense Nicolas Behr, a mineira Grace Passô e o curitibano Luís Henrique Pellanda – amostras da variedade regional que o curador pretende evidenciar.
“A diversidade da produção atual é indiscutível”, diz Ruffato à reportagem. “O título do festival, Todos os Cantos, resume dois aspectos principais: nós estamos em todos os cantos, no sentido de cantar, todos os gêneros, e o outro é a ideia de estar em todos os lugares possíveis”, explica o curador, relembrando que nesta edição só não há autores da Região Norte.
Os outros autores confirmados são: Lucia Hiratsuka, Ferréz, Simone Campos, Raimundo Carrero, Marçal Aquino, Sidney Rocha, Tércia Montenegro, Iacyr Anderson Freitas, Heitor Ferraz Mello, Mário Prata, Sergio Goldenberg, Cidinha da Silva, Fabrício Carpinejar, Marco Peres e Verônica Stigger.
Uma das questões atuais que preocupam o curador é o conservadorismo que parece crescer na sociedade brasileira (“ele sempre existiu, mas antes não era assunto”) – para Ruffato, isso se reflete na literatura de maneira natural. “A literatura não existe fora da sociedade, até seria estranho, e como a sociedade tem vários vieses, a literatura também”, comenta. “Acredito que talvez as pessoas não se sintam representadas numa democracia tão jovem quanto a nossa, só agora estamos experimentando clareza nesse pensamento político”, compara, “o que não é ruim em si”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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