Fitch: decisão da Petrobras de adiar baixa em ativos não impacta crédito

A decisão da Petrobras de adiar o registro de baixas contábeis em ativos não tem impacto imediato sobre o crédito da companhia, afirmou a agência de classificação de risco Fitch. No entanto, diz a Fitch em relatório, a situação prolonga as incertezas sobre a capacidade de a empresa fazer os ajustes necessários para cumprir com os covenants que…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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A decisão da Petrobras de adiar o registro de baixas contábeis em ativos não tem impacto imediato sobre o crédito da companhia, afirmou a agência de classificação de risco Fitch. No entanto, diz a Fitch em relatório, a situação prolonga as incertezas sobre a capacidade de a empresa fazer os ajustes necessários para cumprir com os covenants que exigem que ela apresente um balanço auditado dentro de 120 dias após o fim do período, mais 60 dias.

Segundo a Fitch, a decisão também destaca as dificuldades de se calcular a magnitude dos pagamentos excessivos gerados por corrupção e o valor justo dos ativos fixos. “A potencial magnitude da baixa contábil nos ativos como resultado do escândalo pode ser significativa, mas não terá impacto no caixa ou na geração de fluxo de caixa da companhia”, afirmou a agência.

A Fitch observa que a política de pagamento de dividendo pode mudar assim que a baixa contábil for feita, mas prevê que isso não provocará uma redução significativa nos fluxos de saída de caixa, “pois a maior parte da geração de fluxo de caixa livre negativa da companhia resulta de seus grandes planos de investimento”.

“O escândalo de corrupção que envolve as práticas de contratos da Petrobras possui potencial para afetar negativamente sua qualidade de crédito ou seus ratings na medida em que afetar as operações e a liquidez da companhia ou se a companhia receber penalidades monetárias associadas ao escândalo”, avalia a Fitch.

A agência destacou que incertezas significativas giram em torno das potenciais penalidades monetárias que a companhia pode sofrer como resultado do escândalo e citou uma ação de classe contra a Petrobras iniciada por investidores dos EUA. “A capacidade da Petrobras de resistir a penalidades monetárias significativas é limitada, tendo em vista a enfraquecida estrutura de capital da companhia”, observou a Fitch.

A Fitch classifica a Petrobras com rating BBB, com perspectiva estável.

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