Foguete do IAE de S. José recebe aval para cumprimento da missão

Produto está em conformidade com os requisitos referentes à segurança

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Foguete certificado para missão

Divulgação

A direção do IFI (Instituto de Fomento e Coordenação Industrial), Organismo de Certificação Espacial, por delegação da AEB (Agência Espacial Brasileira), assinou na última semana o certificado de tipo do foguete VSB-30 modelo V07, do IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), de São José dos Campos.

De acordo com o instituto, após a certificação de tipo do foguete VSB-30 modelo V01, em outubro de 2009, foram implementadas com êxito diversas modificações nos lançamentos subsequentes.

Na prática, certificar um produto é o processo pelo qual o organismo certificador avalia e assegura que o mesmo está em conformidade com os requisitos relativos à segurança e ao cumprimento da missão. A certificação é a proteção legal, confiança na operação do produto e no cumprimento da missão.

Alguns dos benefícios alcançados com a certificação são a gestão do conhecimento -enriquecimento do acervo da documentação do VSB-30 devido; qualidade do produto; redução de riscos e cultura organizacional -a cultura da Certificação Espacial desenvolvida e adquirida pelo IAE e pelo IFI pode ser aplicada a todos os projetos da Subdiretoria de Espaço do IAE. O processo de certificação do VSB-30 envolveu diversas equipes do IAE e do IFI.

Projeto Sara
Paralelo à certificação do foguete, está em finalização no IAE a segunda fase do projeto Sara (Satélite de Reentrada Atmosférica), que consiste na revisão de pré-lançamento. O lançamento está programado para ocorrer dentro da operação São Lourenço, marcada para o período de 13 de outubro a 7 de novembro no CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), no Maranhão.

O projeto consiste no desenvolvimento de uma plataforma espacial para experimentos em ambiente de microgravidade de curta duração -em torno de oito minutos- destinado a operar em órbita baixa, a cerca de 300 quilômetros de altitude, por um período máximo de 10 dias.

Futuramente, a pretensão é que o Sara seja uma plataforma industrial orbital para a qualificação de componentes, materiais espaciais e equipamentos. Além disso, a intenção é que ele abra mais possibilidades na realização de projetos de pesquisa e incremento nas mais diversas áreas e especialidades como biologia, biotecnologia, medicina, combustão e fármacos, entre outras.

Em longo prazo, o objetivo é avançar para a nova geração de veículos de reentrada e para as Aeronaves Hipersônicas. O Sara trará autonomia para realizar experimentos de microgravidade no país e manterá em alto nível a operacionalidade dos centros de lançamento.

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