Foliões ainda aguardam por ressarcimento do Bloco do Pimenta

Evento pré-carnaval aconteceu no dia 23 de fevereiro em Caçapava

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Foliões a espera do início do evento em 16 de fevereiro

Thomas Baumann/Arquivo Pessoal

Os consumidores que compraram ingressos para participar dos shows do Bloco do Pimenta, em Caçapava, ainda não foram ressarcidos. O evento pré-carnaval seria realizado no dia 16 de fevereiro, mas foi cancelado por decisão judicial e remarcado uma semana depois. Os organizadores do bloco não se pronunciaram.

Desde que a Justiça barrou a realização do evento, por considerar que havia falta de segurança e laudo do Corpo de Bombeiros, diversos foliões entraram em contato com a organização solicitando esclarecimento e formas de reembolso.

Cinco dias após a realização do Bloco do Pimenta, na casa de shows ‘Um33’,  os consumidores que decidiram por não ir ou não conseguiram comparecer ao evento foram informados sobre a forma de ressarcimento.

Um site foi criado para cadastro de reembolso para pessoas que compraram ingressos em pontos de venda. Já para os convites que foram adquiridos pela internet, a solicitação deveria ser feita na plataforma de ingressos Eventmix.

O problema é que mesmo após a criação dos mecanismos muitos continuaram sem receber o dinheiro pago ao bloco e ainda não sabem se serão reembolsados, como é o caso da controladora de acesso Ana Claudia da Silva, de 34 anos, que gastou mais de R$ 190 para ir aos shows.

Ana Claudia cumpriu todas as etapas informadas pelo bloco e passados quase dois meses de solicitar o reembolso pelo site é que ela recebeu uma mensagem dizendo que o seu pedido foi aceito. A mensagem, segundo Ana, diz que ela deve ser ressarcida em 10 dias.

“Tentei contato com eles [organizadores do bloco] sim, porém sem sucesso. Eles se quer respondem. Os procedimentos consistem em fazer um cadastro no site informando dados, número da conta, foto do ingresso, do comprovante etc. Feito isso, a gente tem que aguardar. Com a demora, abri reclamação no Procon e me deram um prazo de até 26 de abril para receber o ressarcimento, caso isso não aconteça eles [Procon] entram com uma audiência de conciliaçãoem seguida”, conta.

Jéssica Diane da Silva Santos, de 27 anos, é consultora de ecommerce e disse que além de pegar chuva, pagar multa por ter estacionado o carro em local proibido e esperar até as 19h, quando foi informada que o evento havia sido cancelado, gastou mais de R$ 220 e ainda não obteve retorno dos organizadores.

“Fiz a reclamação assim que saiu o link na página deles. Depois veio informativo que não era válido e que era preciso fazer novamente. Aí recebi outra notificação falando que a foto estava ilegível e mandei mais 5 imagens e eles não responderam mais. Abri processo no Procon,  porém até hoje não tive retorno. Achei o maior descaso com as pessoas”, contou.

Para a advogada e especialista em direito do consumidor Cristiane Martins de Lima Ferrare, o Bloco do Pimenta pode responder por duas questões. “A empresa pode ser responsabilizada tanto por eventuais danos morais e também por danos materiais. Em relação ao consumidores, não importa se a pessoa ganhou ou comprou ela pode recorrer ao Procon, [que vai conciliar o problema entre as partes] ou ingressar uma ação judicial através de um advogado”, explicou.

A reportagem tentou falar com o Bloco do Pimenta por telefone e também pelas redes sociais, mas não conseguiu contatar nenhum representante.

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