Freiras de São José vivem duplo desafio: cuidar e sobreviver na África
Pequenas Missionárias pedem ajuda para continuar o trabalho





























Quatro mulheres e uma missão: ajudar um povo esquecido na África, entregue à fome, aos perigos da savana, a todo tipo de doença e vício, sem educação e com muita vontade de viver. Com esse objetivo, as Pequenas Missionárias de Maria Imaculada deixaram São José dos Campos há quatro anos rumo à Dombe, em Moçambique.
Quando desembarcaram na savana, as irmãs da Congregação – fundada em São José – se uniram a outros missionários do Vale do Paraíba que já trabalham na cidade. Entre eles, os integrantes da Fazenda Esperança, com sede em Guaratinguetá, que atua na recuperação dos africanos dependentes de álcool e outras drogas. As freiras prestam serviços humanitários e espirituais.
As religiosas realizam cerca de 80 atendimentos por dia, entre consultas de enfermagem, curativos, medicação, acompanhamento de crianças desnutridas, queimaduras, fraturas, suturas, ataques de crocodilos, partos, entre outros. Fora do ambulatório, elas ministram aulas e catequizam as crianças.
“Cuidamos do único ambulatório do local e atendemos casos que não exigem internação. Nos finais de semana, fazemos visitas às comunidades, dando orientação sobre os cuidados com a saúde e o atendimento espiritual,” conta irmã Giselle dos Santos, missionária em Dombe desde outubro de 2012.
Atualmente, vivem na cidade, além de Giselle, as irmãs Mirian, Rita e Lucineide. Duas são enfermarias, uma é técnica de enfermagem e outra dá apoio ao trabalho pastoral.
Desafios
Dombe é uma província de Manica, no interior de Moçambique, país da costa oriental da África apontado pelas Nações Unidas como um dos mais pobres e necessitados do continente.
A comunidade sofre com a falta de saneamento e de um trabalho de prevenção de saúde sistematizado. O problema mais grave é a malária que assola toda a região, atacando principalmente as crianças. Também há casos de aids, hanseníase, tuberculose, desnutrição e anemias. Outro agravante são as muitas crianças órfãs cujos pais morreram de HIV.
O dialeto mais falado, o Tindau, foi uma grande dificuldade no começo, segundo o grupo da RMVale. As famílias são numerosas e na cultura local a poligamia é aceita, por isso os homens normalmente têm mais de uma mulher. As mulheres trabalham muito e, em geral, mais do que os homens, pois são elas que cuidam da machamba (roçado, plantação), além da casa e das crianças. A Missão em Dombe foi fundada há 60 anos pelos franciscanos, que logo depois foram expulsos pelo governo. Há cerca de dez anos, o governo devolveu as posses da Igreja e os missionários puderam retomar a Missão.
Ajuda
Manter a missão humanitária na África tem um custo e as irmãs do Instituto das Pequenas Missionárias contam com doações. De acordo com as religiosas, toda ajuda é bem-vinda e faz diferença para a vida da comunidade de Dombe.
“Agradecemos de coração a todos que ajudaram e ainda ajudarão nessa campanha. O espírito de solidariedade e de amor ao próximo permitirá que as Irmãs continuem em sua tarefa missionária de assistência à saúde e apoio espiritual no continente africano”, disse a superiora geral da Congregação das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, irmã Sandra Maciel Notolini.
Para ajudar, basta fazer depósito no Banco do Brasil.
Agência: 3358-8
Conta-corrente: 809–5
(* com informações da Diocese de São José dos Campos)
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