Funcionário fantasma recebia salário de chefia na Prefeitura de Cruzeiro; controladoria abre sindicância

A CGM (Controladoria Geral do Município) está apurando denúncia de que um servidor público, concursado na administração desde 2010, estaria recebendo salários do cargo de comissão sem trabalhar no Cemitério Pio XII, em Cruzeiro.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Prefeito Rafic Simão (PMDB) afasta funcionário do cargo

Flávio Pereira/Meon

A CGM (Controladoria Geral do Município) está apurando denúncia de que um servidor público, concursado na administração desde 2010, estaria recebendo salários do cargo de comissão sem trabalhar no Cemitério Pio XII, em Cruzeiro.

De acordo com a administração, o funcionário foi indicado ao cargo em janeiro de 2012 e nunca exerceu a função. As denúncias foram recebidas pelo secretário de Governo, Carlos Eduardo Avelar, e repassadas para a Controladoria, que tem 30 dias para concluir as investigações ou prorrogar o prazo.

Para o processo de sindicância não ser prejudicado, o servidor e o atual chefe do serviço funerário na cidade, que não tiveram os nomes revelados, foram afastados pelo prefeito Rafic Simão (PMDB).

“Recebemos a denúncia de que um funcionário do cemitério, que possui cargo de chefia, estava recebendo sem trabalhar. Ele foi indicado no governo anterior e não chegou a frequentar o trabalho. Agora, estamos levantando todos os documentos do cemitério, como as horas extras, as folhas de registro de ponto, além da verificação nos computadores”, diz o diretor da CGM, Wagner Streitenberger.

No processo de investigação, o atual chefe do setor foi ouvido pela Controladoria. O teor do depoimento não foi revelado para não atrapalhar o andamento do processo. “O chefe do setor já foi ouvido e se as afirmações que ele fez forem verídicas o caso será um escândalo”, afirma o diretor.

Pente-fino
O governo Rafic promete fazer um “pente-fino” em todas as contas e levantar outras possíveis irregularidades. Além da denúncia sobre o pagamento de salário para o funcionário que não trabalhava, a Prefeitura de Cruzeiro analisa outras situações.

“Recebemos algumas denúncias, que além desta sindicância, iremos investigar. No caso do funcionário, se ficar comprovado, vamos solicitar a devolução dos pagamentos e entrar com as penalidades administrativas”, completa Wagner Streitenberger.

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