Funcionários da Embraer rejeitam proposta de abono salarial

Reunião ocorreu na segunda-feira; categoria quer aumento de 11% nos salários

Escrito por: Henrique Macedo3 min de leitura
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Empresa é a terceira maior fabricante de jatos do mundo

Divulgação/Embraer


Trabalhadores da Embraer rejeitaram a proposta da empresa sobre a campanha salarial, em assembleia ocorrida na manhã desta terça-feira (8).

A votação teria causado atraso de duas horas na entrada dos trabalhadores do 1° turno. A categoria aguarda nova proposta até sexta-feira (11).

As negociações da data-base são realizadas pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que representa as empresas do setor aeroespacial. O Sindicato dos Metalúrgicos representa os funcionários da Embraer.

De acordo com o sindicato, na reunião de ontem (7), a Fiesp novamente ofereceu um abono em troca do congelamento salarial. Na semana passada, os trabalhadores já haviam rejeitado, em assembleia, a proposta de abono.

A proposta para os trabalhadores da Embraer prevê um valor de R$ 7 mil para quem ganha até este valor. Para salários superiores, seria pago um abono no mesmo valor do salário, até um teto de R$ 9 mil. O pagamento seria feito em janeiro. Não há previsão de aumento salarial.

Outro lado
Segundo nota da Embraer, “a nova proposta feita ontem pela Fiesp representa aumento que varia de 75% a 125% sobre o valor do abono anteriormente oferecido na faixa que contempla a Embraer. O formato oferecido, de abono de valor equivalente a um salário nominal, com piso de R$ 7.000, é economicamente mais vantajoso para os profissionais com menor faixa de renda, pois equivale a mais de um salário extra no ano”.

Quanto ao atraso na entrada de funcionários nesta terça-feira, a empresa informou que “como já ocorrera na semana passada e tem sido recorrente, foi um novo bloqueio feito pelos representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região nos principais acessos dos trabalhadores à Unidade Faria Lima, pela Avenida dos Astronautas e pelo Bairro do Putim, interrompendo o tráfego na altura dos portões de entrada, travando as vias públicas e atrasando a entrada de carros e ônibus em até duas horas”.

Demissões
Neste ano, a Embraer demitiu cerca de 1.500 funcionários em dois planos de demissão voluntária. Para adequar-se à redução da demanda mundial por aeronaves, a empresa tem adotado medidas para economizar US$ 200 milhões ao ano.

A Embraer também enfrenta problemas judiciais. A fabricante de aeronaves fechou um acordo judicial de US$ 206 milhões com autoridades dos Estados Unidos e do Brasil, para encerrar um caso de investigação de corrupção internacional de agentes da companhia na venda de aviões a diversos países.

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