Funcionários do Hospital Francisca Julia decretam greve nesta terça (15)

Os funcionários do Hospital Psiquiátrico Francisca Julia, de São José dos Campos, entraram em greve nesta terça-feira (15).

Escrito por: Thiago Fadini2 min de leitura
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Trabalhadores tiveram atraso no salário

Divulgação

Os funcionários do Hospital Psiquiátrico Francisca Julia, de São José dos Campos, entraram em greve nesta terça-feira (15).

A paralisação teria sido motivada por conta de um atraso no pagamento de salários de agosto, causado por um problema no repasse de verba da prefeitura. Atualmente, o hospital Francisca Julia tem 84 pacientes internados.

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos informou que houve uma reprogramação no repasse que seria feito para os vencimentos dos trabalhadores e que os pagamentos devem ser feitos nesta quarta-feira (16). Ainda segundo a pasta, todos os pacientes que foram transferidos no início do ano para o Hospital Chuí para o Francisca Julia continuarão a ser atendidos normalmente.

As unidades de UPA (Unidade de Pronto Antendimento) de saúde mental, que atende casos de crise e surto de transtornos mentais, e CAPs (Centros de Atenção Psicossocial), Uaism (Unidade de Atenção Integral à Saúde Mental) e ambulatórios não foram afetados.

Ninguém da direção do Hospital Francisca Julia foi encontrado para comentar a greve.

Transferência de gestão
Nesta terça-feira (15), o secretário de saúde de São José, Paulo Roitberg, enviou um ofício ao DRS 17 (Departamento Regional de Saúde do Estado de São Paulo) pedindo que o Estado assuma a gestão do Francisca Julia.

De acordo com a prefeitura, a transferência da responsabilidade se dá pelo custo de tratamentos de pacientes da região, o baixo número de internados de São José e pelo fim do vínculo do município com a Associação Instituto Chuí de Psiquiatria, em fevereiro deste ano.

“O que queremos é a colaboração da Secretaria de Estado para que as internações regionais sejam de responsabilidade do Estado. E que o município de São José deixe de custear o tratamento de pacientes de outras cidades”, afimrou o secretário, por meio de nota. Ainda segundo a administração, o município “continuará mantendo os demais equipamentos assistenciais” e “as 11 residências terapêuticas existentes na cidade”.

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