Funcionários dos Correios votarão por greve geral nesta terça-feira (15)
O Sintect-VP (Sindicato do Trabalhadores em Empresa de Correios, Telégrafos e Similares do Vale do Paraíba e Litoral Norte) anunciou uma assembleia de deflagração de greve geral para a categoria, que acontecerá nesta terça-feira (15), às 19h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.


Trabalhadores podem paralisar todo o efetivo nacional a partir de 22h
Divulgação/Sintect-VP
O Sintect-VP (Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Correios, Telégrafos e Similares do Vale do Paraíba e Litoral Norte) anunciou uma assembleia de deflagração de greve geral para a categoria, que acontecerá nesta terça-feira (15), às 19h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
A reunião, definida na plenária da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores da ECT), tem o objetivo de reforçar a negociação da campanha salarial com os Correios e ocorrerá em todo o país.
Os trabalhadores reivindicam 12% de reajuste nos salários do efetivo e 22% sobre o piso-salarial da categoria. A última proposta da empresa foi de incorporar uma gratificação de R$ 150 nos salários de setembro, referentes a agosto deste ano, e aumentar o valor para R$ 200 a partir de janeiro a todos os funcionários. Além disso, a estatal propôs o reajuste de 9,56% nos valores de vale-alimentação, cesta básica e outros benefícios.
“A negociação está seguindo a orientação do governo federal de não dar aumento aos trabalhadores. Por isso, está muito difícil. Os trabalhadores não estão satisfeitos, então, pedimos que a empresa melhore um pouco (a proposta) e não ataque o nosso plano de saúde, pois anteriormente ela queria que pagássemos uma mensalidade (para ter convênio médico). Ela recuou nisso, mas o reajuste ainda é baixo”, disse o presidente da Sintect-VP, Marcílio Medeiros.
Uma proposta final dos Correios deve ser apresentada na assembleia e, caso não seja aprovada pelos funcionários, todo o efetivo nacional entrará em greve a partir de 22h desta terça-feira (15).
“Nós vamos parar tudo o que for possível. Se tiver que parar 100%, nós vamos parar 100%. Se tiver que fechar as agências, nós vamos parar. Se os trabalhadores decidirem pela paralisação, nós vamos respeitar quem quer parar”, concluiu Medeiros.
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