GACC de S. José deixa de realizar cirurgias de hérnia e fimose a partir deste sábado

Diretoria da instituição já notificou a secretaria de saúde sobre a decisão

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
gaac_sjc

A medida vale apenas para as novas cirurgias de hérnia e fimose

Divulgação/Google Imagens

O GACC (Grupo de Assistência à Criança com Câncer) de São José dos Campos deixará de realizar cirurgias infantis de hérnia e fimose a partir deste sábado (01). A decisão ocorre devido ao valor defasado que é repassado pelo governo Felício Ramuth (PSDB) à instituição. Consultas já agendadas e retornos serão mantidos.

A iniciativa foi apresentada na terça-feira (28) pela diretoria do GACC à Comissão de Saúde da Câmara Municipal. Na ocasião foram expostos dados comparativos sobre cirurgias do tipo realizadas por 12 hospitais de grande porte do estado de São Paulo na intenção de mostrar a realidade.

Em entrevista ao Meon, a presidente do GACC Rosemary Sanz informou que o desequilíbrio financeiro é causado pelo repasse do SUS (Sistema Único de Saúde) que é menor do que o custo real para a realização dessas cirurgias.

Devido à situação, o GAAC tem utilizado recursos destinados à oncologia para cobrir os gastos dos procedimentos de fimose e hérnia, que têm custos de R$ 1.734, 83 e R$ 1.879, 71 respectivamente. A instituição, entretanto, recebe da Prefeitura R$ 438,24 para cirurgia de fimose e R$ 891,02 para hérnia.  

“O credenciamento realizado com a Prefeitura de São José segue a tabela SUS e desde 2013 então não houve reajustes, o que afeta diretamente a proporçãoe entre custos e recebidos  do Grupo de Assistência à Criança com Câncer”, explicou Rosemary Sanz.

As ponderações já foram apresentadas à secretaria municipal de saúde em reunião realizada no dia primeiro de agosto passado. Agora, a Comissão de Saúde vai encaminhar os questionamentos para a gestão municipal.

Segundo o presidente da comissão, vereador Dr. Elton (MDB) uma reunião já foi solicitada com o vice-prefeito de São José Ricardo Nakagawa e com o secretário de saúde Oswaldo Huruta.

“Pela urgência da questão, inclusive, já adiantei todas as informações e obtive um retorno positivo com a Prefeitura, disposta a buscar soluções para o problema. O GACC presta um serviço de extrema importância para a população”, ressaltou.

Em 2017 foram realizadas 427 cirurgias pelo credenciamento, em média 36 por mês, e 1.856 consultas. Em 2018, foram 839 consultas e 162 cirurgias até junho último.

A Prefeitura foi procurada, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Publicado em: