Gestão tecnológica: desafio de líderes, gestores e colaboradores
“Nos próximos cinco anos, como a tecnologia mudará a prática da gestão de uma maneira que ainda não testemunhamos?”


“Nos próximos cinco anos, como a tecnologia mudará a prática da gestão de uma maneira que ainda não testemunhamos?”
Um ambiente de trabalho em mudança exigirá que os empresários desenvolvam novas competências – como uma abordagem atenta ao uso da tecnologia. Nos próximos anos, os líderes empresariais, seus gestores e colaboradores terão de enfrentar vários desafios à medida que lidam com a mudança das tecnologias digitais. Em particular, terão de aprender três novas competências importantes:
1) Buscar integração com novos recursos digitais;
2) Criar uma relação consciente com tecnologias digitais cada vez mais presentes e necessárias na rotina de soluções empresariais;
3) Desenvolver empatia pelas diferentes preferências tecnológicas de seus colaboradores. As organizações, por sua vez, precisarão desenvolver a visão de quais programas e processos poderão funcionar como recursos otimizadores na obtenção de resultados satisfatórios.
Os colaboradores, em um amplo espectro de áreas de conhecimento, estarão trabalhando como “colaboradores digitais” – utilizando recursos tecnológicos que os ajudarão a lidar com uma variedade de tarefas, como responder a perguntas do help desk, tomar decisões de investimento financeiro, diagnóstico de condições médicas, agendamento e execução de linhas de montagem de fabricação e fornecendo conselhos de painel sobre indicadores de desempenho importantes. Nesse sentido, os colaboradores, cada vez mais envolvidos com a tecnologia incorporando a inteligência que evolui cognitivamente e aprenderão continuamente sobre suas tarefas específicas, aplicadas à suas funções, sendo o ganho, a incorporação de novas soluções aprendidas com a experiência e aplicando-as à situações do dia a dia das emrpesas.
Trata-se de integrar a Inteligência Humana à Inteligência dos Recursos Tecnológicos, dado o atual momento de mundo cad vez mais digital, no qual vivemos com a necessidade de soluções cada vez mais rápidas para a melhoria e obtenção de rápidos resultados. Pensando-se numa empresa cada vez mais cognitiva, os gestores precisarão focar sua expertise e controle sobre suas tarefas e processos focados agora em utilizar recursos tecnológicos, os quais podem contribuir para fornecer melhores soluções dentro do contexto exigido para as melhores decisões e otimizações de processos. Aproveitar essas oportunidades exigirá que os gerentes estejam atentos às oportunidades e problemas, tenham profundo conhecimento do processo e explorem, inovem e se envolvam com o mundo digital.
Em suma, os gerentes serão confrontados e desafiados a desenvolver habilidades que tornem possível sua atuação também baseada na utilização de recursos tecnológicos, assim como dissiminar essa cultura em suas equipes. Eles precisarão aprender como e quando questionar, concordar, comprometer e aplicar a resiliência neste momento empresarial que já é um cenário de fato. É o momento de contruir uma nova mentalidade organizacional sobre o uso da tecnologia. Desenvolver uma nova programação mental, a qual criará novos habitos comportamentais e, por consequência, um novo estilo de gerenciamento.
Vale ressaltar que todo mundo tem preferências e hábitos diferentes para usar a tecnologia. Alguns podem preferir ser contactado por texto, outros por e-mail, outros ainda por telefone ou face-a-face. Alguns podem preferir a flexibilidade oferecida pela conectividade de e-mail constante, enquanto outros podem favorecer o tempo de e-mail atribuído. Um choque entre as preferências pode romper a comunicação entre colegas de equipe e aumentar o mal-entendido, conflito e estresse.
Os gestores precisam não só ser proativos sobre como comunicar suas próprias preferências de tecnologia, mas também demontrar suas empatias com as escolhas de seus colegas de trabalho, particularmente quando estão trabalhando nas mesmas equipes e projetos. Em termos de concepção de trabalho futuro, os colaboradores com preferências semelhantes devem idealmente ser colocados nos mesmos projetos e equipes.
Por exemplo, indivíduos que gostam de multitarefa podem apreciar freqüentes interações síncronas em sistemas de mensagens instantâneas quando se trabalha em conjunto. Aqueles que gostam de conectividade constante podem funcionar bem com supervisores que compartilham essas preferências.
De um modo mais geral, a chave para lidar com este e outros desafios semelhantes no local de trabalho, provocados pelas tecnologias digitais, é que os gestores sejam flexíveis e voltados ao “pensar” na forma como irão enfrentrar esse cenário, pois, não há mais volta quanto ao fato de que a tecnologia é um importante aliado no gerenciamento de processos e pessoas.
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