Golfinho é devolvido ao mar quatro dias após ser encontrado em Ubatuba

O golfinho resgatado na praia de Itamambuca, em Ubatuba, neste domingo (27) foi devolvido ao oceano pelo Instituto Argonauta na manhã desta quinta-feira (31). “Fica o sentimento de missão cumprida e o desejo de que ele cumpra seu ciclo na natureza”, afirmou a equipe da organização em nota.

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Golfinho devolvido ao mar dia 31, próximo da Ilha Vitória em Ilhabela (Divulgação/InstitutoArgonauta)

Golfinho encontrada em Ubatuba foi devolvido ao mar nesta quinta-feira (31)

Divulgação/Aquário de Ubatuba

O golfinho resgatado na praia de Itamambuca, em Ubatuba, neste domingo (27) foi devolvido ao oceano pelo Instituto Argonauta na manhã desta quinta-feira (31). “Fica o sentimento de missão cumprida e o desejo de que ele cumpra seu ciclo na natureza”, afirmou a equipe da organização em nota.

Após quatro dias de descanso e exames no Creta (Centro de Reabilitação e Tratamento de Animais Aquáticos), em Ubatuba, os veterinários e biólogos da instituição consideraram que o animal estava apto à soltura. Durante seus dias de recuperação, o mamífero nadou regularmente, se alimentou de peixes vivos e não apresentou sinais de doenças.

A viagem até a Ilha de Vitória, no arquipéloago de Ilhabela, demorou cerca de uma hora e meia e os cuidados para evitar estresse e manter o golfinho hidratado foram as principais preocupações do grupo durante o transporte.

Ao retornar ao mar, o mamífero de cerca de dois anos -o que corresponde a fase adolescente do animal- não demorou para se ambientar e, depois de alguns instantes circundando o barco, foi se afastando.

O local de soltura foi escolhido por ser distante do continente e ter profundidade mais adequada, seguindo características da espécie, considerada oceânica.

De acordo com o oceanógrafo Hugo Gallo, o aparecimento de golfinhos no Litoral Norte é incomum e esse tipo específico nunca havia sido registrado. “Em 18 anos é a primeira vez que vemos essa espécie aqui. Nosso caso mais comum é de espécies costeiras que se perdem da mãe e acabam indo para a praia. Ele é de espécie oceânica, não costuma ficar na costa”, explica.

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