Golpes digitais estão mais realistas: veja como se proteger
Com inteligência artificial, criminosos imitam vozes, imagens e identidade de empresas; especialista dá dicas para não cair em armadilhas

Mensagens de um parente pedindo dinheiro com urgência, promoções imperdíveis e alertas de compras suspeitas no cartão estão cada vez mais convincentes. Com a ajuda da inteligência artificial, golpistas conseguem reproduzir vozes, imagens e até a identidade visual de empresas conhecidas.
Segundo Wilder Martins, especialista em tecnologia e cibersegurança, os sinais que antes denunciavam uma fraude, como erros de português e endereços de sites com letras trocadas, estão cada vez mais raros. Os criminosos apostam em emoções como medo, ansiedade e expectativa para levar a vítima a agir por impulso.
Dicas para se proteger
- Não aja por impulso: diante de um pedido urgente, pare e analise com calma.
- Confirme por ligação: se um familiar pedir dinheiro pelo WhatsApp, ligue diretamente para ele.
- Use canais oficiais: bancos não pedem senhas nem transferências por aplicativos de mensagem. Não clique em links recebidos nesse tipo de conversa.
- Exponha menos sua rotina: publicações em tempo real revelam localização e hábitos que facilitam golpes.
- Desconfie de preço baixo demais: ofertas muito abaixo do mercado merecem checagem antes da compra.
- Cuidado com o “golpe do golpe”: criminosos usam fraudes anteriores como pretexto para enganar a mesma vítima de novo, prometendo recuperar o dinheiro perdido.
Nas empresas, o especialista recomenda treinar os funcionários para reconhecer e-mails e mensagens falsas e não clicar em links suspeitos.
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