Governo deve anunciar hoje aumento da mistura do etanol à gasolina para 27%

Após meses de negociações, o governo federal deve anunciar ainda nesta quarta-feira, 4, o aumento de 25% para 27% na mistura do etanol anidro à gasolina. O anúncio está previsto para ser feito após uma reunião, marcada para as 17h30, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Devem participar do encontro os ministros Aloizio Mercadante (Casa…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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Após meses de negociações, o governo federal deve anunciar ainda nesta quarta-feira, 4, o aumento de 25% para 27% na mistura do etanol anidro à gasolina. O anúncio está previsto para ser feito após uma reunião, marcada para as 17h30, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Devem participar do encontro os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Eduardo Braga (Minas e Energia), e ainda os presidentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, e do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha. O setor de cana deve pedir que o aumento ocorra em uma semana, pois há produto disponível para suprir a demanda.

O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou que a reunião foi convocada na noite desta terça-feira, 3, e o governo informou a alguns participantes que se houvesse a divulgação do encontro previamente, poderia haver o cancelamento. Na agenda de Mercadante não há ainda a previsão da reunião – o último compromisso do ministro é às 15h30 – e na agenda de Braga o encontro não está previsto.

A assessoria da Anfavea, no entanto, confirmou que Moan irá participar da reunião convocada para as 17h30, mas não informou o assunto. Já o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético preferiu não comentar o encontro.

O primeiro encontro dos setores automobilístico e sucroenergético com o ministro da Casa Civil foi em 2 de fevereiro e, na ocasião, foi solicitado que os 27% fossem aplicados em até 15 dias, tempo necessário para que as distribuidoras acertassem a compra do produto. Ainda em fevereiro, Mercadante despachou com Dilma a respeito do assunto, mas nada foi definido.

Pela lei atual, o governo pode optar por um porcentual que vai de 18% a 27,5%. A cadeia produtiva de açúcar e álcool havia solicitado, inicialmente, o limite máximo, mas dificuldades quanto à medição do 0,5 ponto porcentual limitaram a mistura a 27% e apenas para a gasolina C. No caso da gasolina premium, o porcentual permanece em 25%.

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