Greve na Unesp prejudica volta às aulas de 2,1 mil estudantes em Guará

A greve nas unidades da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) prejudica o retorno às aulas de 2.102 alunos em Guaratinguetá que estava previsto para ocorrer em 4 de agosto. A paralisação começou em junho e envolve outras universidades públicas, como a USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Escrito por: Carlos Pimentel3 min de leitura
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2014 - Funcionários da Unesp em protesto por reajuste, em frente à unidade de Guaratinguetá (Carlos Pimentel/Jornal Atos)

Funcionários da Unesp em protesto por reajuste na unidade de Guará

Carlos Pimentel/Jornal Atos

A greve nas unidades da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) prejudica o retorno às aulas de 2.102 alunos em Guaratinguetá que estava previsto para ocorrer em 4 de agosto. A paralisação começou em junho e envolve outras universidades públicas, como a USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Os funcionários exigem reajuste salarial de 9,78% e reclamam que os salários estão congelados desde 2013, quando o aumento foi de 5,39%. A reitoria da Unesp se reuniu com o Sindicato dos Professores na capital paulista, mas ainda não há previsão sobre o término da greve ou o retorno das aulas nos campi.

Segundo o técnico administrativo Jean Feitosa, do comando de greve da Unesp de Guaratinguetá, o manifesto se trata do reajuste que era para ser feito em março. “Eles alegam que não tem condições de dar reajuste, mas nós não iremos engolir, queremos no mínimo 6% a 8% de reajuste. Em Guará, a creche e o ambulatório estão totalmente paralisados, outros setores funcionam parcialmente”.

De acordo com o sindicalista do comando de greve da Unesp, Mario Celso Rosa, a situação é uma falta de respeito com os funcionários das três universidades, e enquanto não houver negociação, as atividades não serão retomadas.

“Esperamos uma postura dos reitores da Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) de diálogo com o setor, pois eles querem jogar a culpa da crise das universidades nos nossos salários. Esperamos que coloquem os números de maneira concreta, pois isso não é feito”, salienta.

De acordo com o diretor do campus de Guaratinguetá, Marcelo dos Santos Pereira, em Guaratinguetá, todos os 170 professores da unidade paralisaram as atividades. Cerca de outros 110 funcionários do setor administrativo, também cruzaram os braços. A unidade conta com 2.102 estudantes de graduação.

“Quando houver o retorno às aulas, o calendário será voltado para que os alunos recuperem o cronograma, podendo ter aulas estendidas até janeiro”, destaca.

Universidade
A Unesp informa, por meio de nota, que propôs a concessão de um abono de 21% aplicados sobre os salários de julho, abrangendo docentes e servidores técnico-administrativos, ativos e aposentados. Também propôs ajuste de 41,6% para o vale-alimentação dos funcionários.

Segundo a Unesp, a negociação salarial será realizada no dia 3 de setembro, em reunião entre o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o Fórum das Seis, uma entidade que reúne os sindicatos de docentes e funcionários da Unesp, USP e Unicamp. A universidade informou que já pediu para que as atividades se normalizem. A reposição das aulas será definida para cada unidade atingida pela paralisação.

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