Guaidó diz que chance de ação militar dos EUA na Venezuela é ‘grande notícia’
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disse ao jornal Washington Post que uma eventual ação militar dos Estados Unidos no país seria uma “grande notícia”. Esta é a defesa mais enfática por uma ação militar feita até o momento pelo autoproclamado presidente venezuelano e vem dias depois de o secretário de Estado…

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disse ao jornal Washington Post que uma eventual ação militar dos Estados Unidos no país seria uma “grande notícia”.
Esta é a defesa mais enfática por uma ação militar feita até o momento pelo autoproclamado presidente venezuelano e vem dias depois de o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, falar que esta opção era possível.
“Essa é uma grande notícia para a Venezuela porque estamos avaliando todas as opções. É bom saber que aliados importantes, como os EUA, também estão avaliando a opção. Isso nos dá a possibilidade de que, se precisarmos de cooperação, sabemos que podemos obtê-la”, afirmou Guaidó na entrevista.
Perguntado sobre o que faria se o assessor de segurança nacional americano, John Bolton, fizesse uma oferta de intervenção, Guaidó disse que responderia: “Querido amigo, embaixador John Bolton, obrigado por toda a ajuda que você deu a esta causa justa. Obrigado pela opção, vamos avaliá-la, e provavelmente vamos considerá-la no parlamento para resolver esta crise. Se for necessário, talvez possamos aprová-la.”
Guaidó é presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, que tem maioria oposicionista ao regime de Nicolás Maduro.
Na entrevista, Guaidó reconheceu ainda que a oposição superestimou o apoio que tinha nas dissidências chavistas. “Talvez ainda precisamos de mais soldados, e talvez precisemos de mais funcionários do regime dispostos a apoiar a Constituição”, afirmou, reconhecendo o erro da ação para derrubar Maduro na última terça-feira.
Ele disse ainda que sentar-se à mesa para negociar com Maduro não é uma opção. “Isso aconteceu em 2014, em 2016, em 2017. O fim da usurpação é uma precondição para qualquer diálogo possível”, disse. (Equipe AE)
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