Hélio Marcondes diz: “sei do que o Taubaté precisa e chegou a hora da renovação”

O advogado Hélio Marcondes Neto, 37 anos, se declara um torcedor assíduo e chega com um proposta de renovação na gestão do Esporte Clube Taubaté. Desde 2005, participa de forma secundária na diretoria do clube, atuando como advogado ou suplente.

Escrito por: Fábio Figueira6 min de leitura
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O advogado Hélio Marcondes

Reprodução/Facebook

O advogado Hélio Marcondes Neto, 37 anos, se declara um torcedor assíduo e chega com um proposta de renovação na gestão do Esporte Clube Taubaté. Desde 2005, participa de forma secundária na diretoria do clube, atuando como advogado ou suplente. Há dois meses exercia a vice-presidência do Conselho Deliberativo, do qual sai pra concorrer ao cargo.

Vem de uma família que tem história no Esporte Clube Taubaté. É bisneto de Francisco de Matos, o Chiquito, único na história do clube a ser jogador, treinador e presidente.

Nesta entrevista ao Meon, Hélio Marcondes diz: “sempre frequentei a torcida, estive sempre ao lado do clube, sei do que o Taubaté precisa e chegou a hora da renovação”.

Além dos questionamentos feitos pelo Meon, os dois candidatos à presidência do Esporte Clube Taubaté responderam a uma pergunta formulada pelo presidente da torcida organizada Comando 1914, Ronaldo Casarín. Veja a entrevista na íntegra:

Hélio Marcondes, quais as suas principais propostas e o planejamento para o próximo biênio à frente do Esporte Clube Taubaté?
Minha proposta principal é a profissionalização do clube. Vamos dividir o Taubaté em três áreas: a administrativa, de futebol e de marketing. Nestes setores temos que ter pessoas profissionais, por exemplo, com relação ao futebol, eu entendo que tem que ser profissionalizado, um gerente de futebol tem que ser um ex-jogador, tem que ser da bola. Com relação ao marketing, meu ponto de vista é dividido em três etapas, uma delas seria o sócio-torcedor, o que permitiria abaixar o preço do ingresso, também investiria em uma loja virtual, é um promessa que vou cumprir, para que os torcedores possam comprar produtos pela internet, como camisetas, botons, bonés, além de uma gestão profissional de marketing. Estamos em contato com uma empresa de São Paulo, que caso eu seja eleito vai captar recursos financeiros para tocar o futebol do clube. Já em relação ao administrativo, temos que fazer uma política transparente, fixando no site os gastos, dando um retorno de onde o dinheiro está sendo investido para resgatar a dignidade do clube.

Sobre uma possível venda da sede social, você acredita que possa ser benéfica para o clube? E se acontecer durante o seu mandato, como planeja investir o dinheiro obtido com a venda?
Primeiramente o dinheiro com a sede só pode ser investido em benefício para o clube, caso ocorra a venda, não vamos gastar todo o dinheiro no futebol, porque isso é um tanto absurdo, sou um advogado sei como funcionam as coisas. Sobre a venda é uma questão muito delicada, porque primeiro tem que ter uma votação pelo conselho, depois se for aprovado tem que fazer uma assembleia geral com todos os sócios, aí se todos estiverem de acordo a venda pode ser concretizada. Por isso acho que é muito delicado falar sobre o assunto, mas se for por um preço bom, se for bom para o Taubaté e todo mundo aprovar, não teria porquê não vender. Caso, a sede permaneça com o clube, faço questão de ressaltar que escolhemos o engenheiro Alexandre de Paula Danelli, que já foi presidente do Taubate Country Club, e que poderá exercer sua vasta experiência na parte social do Esporte Clube Taubaté, realizando as reformas necessárias, na sauna, piscina, a quadra de futebol society, que estão abandonadas nos dias de hoje.

Um levantamento feito pelo Meon, aponta que de 2011 para cá, o público presente nos jogos no Estádio do Joaquinzão caiu 61%. A média de público de quatro anos atrás era de 922 torcedores como mandante, caiu para 351 torcedores por jogo, justo no ano do centenário do clube. Qual sua proposta para voltar a atrair a torcida para os jogos em casa?
Primeiro é ouvir um pouco a torcida, já que o que a torcida gosta é de jogadores com identidade, com passagens pelo clube. Outro que é imprescindível é a reforma do campo que já está sendo feita. Também estamos em busca de parceiros para arrumar a iluminação, porque com jogos a noite nós conseguiríamos atrair o público para nossa casa. Investindo em um bom programa sócio-torcedor iremos abaixar o preço dos ingressos, e com um novo gramado, a possibilidade de jogar a noite, com certeza vamos ter mais públicos e a torcida não vai ser mais prejudicadas com jogos em dias de semana a tarde.

Nas últimas três temporadas, o Taubaté não conseguiu passar para a segunda fase da Série A3 do Paulista. Na sua opinião, o que faltou para clube e como você pretende trabalhar para que em 2015, o Burro da Central venha forte para brigar pelo acesso para a A2?
Primeiro é a profissionalização. Temos que ter ex-profissionais, pessoas competentes que tenham capacidade, porque o futebol não é brincadeira, tem várias pessoas em Taubaté, tem o Gilsinho, o Reinaldo Xavier que podem ajudar muito o clube e não tem oportunidade. Acredito que se trazer jogadores com identidade que gostam do clube, profissionais competentes que já atuam, boleiros mesmos, é o primeiro caminho de trazer a torcida de volta e subir o time que é um ponto crucial.

Pergunta da torcida: Um dos grandes problemas da gestão que está acabando foi a falta de patrocinadores e dinheiro em caixa para manter o futebol em atividade e competitivo, o que gerou uma crise entre diretoria e elenco de jogadores, e atrapalhou a performance do time em campo. Caso seja eleito, quais as garantias reais de que haverá dinheiro suficiente para bancar um time competitivo em 2015?
Eu busquei formar uma chapa com credibilidade, onde não vai existir nenhuma pessoa correndo atrás do dinheiro. Aposto muito na captação de recurso na qual uma empresa especializada na área vai participar da diretoria e captar os recursos. Hoje em dia vemos pessoas do clube correndo atrás dos recursos, tenho comigo que precisamos de profissionais para fazer esse trabalho.

Daniel Ambrogi aposta: “formação de jogadores de nível para conquistar o tão sonhado acesso”

Confira a chapa encabeçada por Hélio Marcondes:
CHAPA 2

Presidente:
HÉLIO MARCONDES NETO

Vices da Diretoria Executiva:
Alexandre de Paula Danelli
Luiz Carlos Garcia Morais

Vice-Presidente Social:
Carlos Magno Bueno Silva dos Santos

Conselho Fiscal:
Benedito Antônio Primo
José Ferreira Dias
Marcos Géia

Conselho Fiscal (Suplentes):
André de Carvalho Carneiro Bastos
Daniel de Abreu Matias Bueno
Luiz Lobo de Oliveira

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