#HeróiPET: mulher salva cachorro na noite de Ano Novo em São José
Nina fugiu com medo dos fogos, foi atropelada, mas Paula a salvou


Nina e sua heroína, Paula, de São José dos Campos
Paula Ledier/Arquivo Pessoal
Faltavam 20 minutos para meia-noite do dia 31 de dezembro de 2014, quando a cachorrinha Nina, assustada com os fogos de artifício atravessou correndo a rua e acabou sendo atropelada na avenida Madre Paula, na Vila Ema em São José dos Campos.
A história de Nina podia ter terminado como tantas outras em abandono e morte, mas graças a generosidade de uma joseense, teve um desfecho feliz na tarde de segunda-feira (5).
A administradora Paula Ledier, 34 anos, dirigia rumo à uma festa de Réveillon, quando testemunhou o atropelamento de Nina. “Eu tentei impedir, dei sinal com a mão, mas o outro carro veio com tudo, passou por cima da cachorra e não prestou socorro. Fiquei horrorizada”, conta.
Paula não teve dúvida, deixou a festa de lado para socorrer o animal ferido. “Na frente do local onde aconteceu o acidente tem uma clínica veterinária. Outras pessoas que viram me ajudaram, o veterinário de plantão socorreu a cachorrinha e fomos para a clínica”, explica.
Por volta da meia-noite, enquanto todos comemoravam a chegada do Ano Novo, Paula, o veterinário e o assistente da clínica tentavam salvar Nina. “A gente se abraçou, demos Feliz Ano Novo e o atendimento continuou”.
Reencontro
Depois de prestados os primeiros socorros, Paula começou a busca pela família de Nina, que com o acidente sofreu fraturas na bacia e luxações nas patas. “Sabia que ela tinha dono porque era muito boazinha, tinha jeito de ter fugido de casa”, detalha.
A busca começou com postagens nas redes sociais, cartazes colados em pontos de ônibus, postes e clínicas veterinárias na região do Vila Ema.
Sem saber do que tinha acontecido, a dona do cãozinho já rodava a cidade com a foto de Nina perguntando se alguém tinha visto seu animal de estimação que estava desaparecido desde a noite do dia 31 de dezembro.
Com tantas buscas, uma amiga da dona de Nina viu o anúncio de Paula e informou a família. “Ela veio buscar a Nina aqui nesta segunda-feira. Disse que depois que a família saiu na noite da virada para comemorar o Ano Novo, a cachorrinha estourou a tela do portão e fugiu com medo dos fogos. Desde então estavam procurando. Estou muito feliz por ter ajudado”, concluiu.
Conselhos PET
Para que a história de Nina não aconteça novamente, o veterinário Luiz Carlos Pedra, da clínica São Rafael em Taubaté, dá algumas dicas de como proteger seu PET do susto e medo de trovões e fogos de artifício.
“O ouvido dos animais é muito sensível e com isso o eco é muito grande e o barulho alto se torna perturbador. Mas com algumas ações podemos proteger e até aliviar esse estresse”, explica Pedra, que dá outras dicas:
– Prepare o ambiente para seu animal ficar protegido. Dentro de casa coloque-o em um quarto ou sala, ao lado da cama, comida e água, em um local ventilado e longe de locais que dê para subir. Não o deixe para fora, porque com o susto podem fugir.
– Coloque um algodão no ouvido do cachorro, isso diminui o barulho e ajuda a suportar o som alto.
– Ligue a televisão com um filme ou desenho, com um som ambiente, para que eles se acostumem como barulho e se sintam mais tranquilos com fogos ou tempestades.
– Consulte seu médico veterinário sobre florais ou remédios fitoterápicos que acalmam os cachorros. O tratamento começa uma semana antes das festas e dura ainda uma semana depois.
– No caso de gatos, o som também assusta. Os felinos gostam de tocas, improvisar uma com caixas, ou deixar a porta do guarda-roupa para eles se esconderam é reconfortante.
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