#HeróiPET: adoção responsável de Killer; xô abandono!
Mudar sim, abandonar nunca. Saiba o que fazer


Killer ganhou uma nova família
Arquivo Pessoal/Manoelito Junior
Às vezes uma mudança repentina de vida pode nos levar a mudar de casa, de cidade até mesmo de país. O que pode ser, de repente, uma grande oportunidade para a família, pode ser um grande problema para o seu PET. Pode ser a hora de se separar e se despedir. E aí o que fazer?
O economista Manoelito Damil Junior, 68 anos, viveu esta situação recentemente. Na última semana, depois de uma década de amizade com seu poodle Killer, tiveram que se separar. A família de Júnior se mudou para os Estados Unidos e no novo condomínio, animais não são bem vindos.
“Minha família toda já vive lá, precisávamos ir e o apartamento que compramos foi um bom negócio. Contudo, esse detalhe nos deixou tristes e acabamos tendo um dilema: o que fazer com o Killer. Bem, todos foram e eu fiquei no Brasil com a missão de conseguir um novo lar, responsável, onde eu tivesse a certeza que ele ficaria bem e eu poderia ir em paz”, conta o economista.
Depois de meses de busca e tentativas frustradas, na última semana Killer conseguiu um novo lar. A nova mamãe vai cuidar dele nas mesmas condições que o poodle viveu nos últimos dez anos, dentro de um apartamento com seus costumes e cuidados especiais.
“Agora posso me mudar em paz, sei que ele vai ficar bem. As pessoas às vezes têm que fazer escolhas difíceis, ou se mudam e se não der para levar o animal, o que é triste, porque viveu anos com nossa família, tem que garantir um lar, uma adoção responsável. Quem adota tem que ter responsabilidade e condições de criar, com comida, vacina, cuidados veterinários e tudo mais. Não podemos lançar o animal em qualquer lugar, porque é o mesmo que jogar na rua”, conclui Junior.
Adoção
Killer é um cãozinho de sorte, foi doado com todo o cuidado. Infelizmente não é o que acontece com a maioria dos animais. Muitos cães e gatos que hoje vivem nas ruas foram deixados para trás numa mudança ou abandonados quando nasceram.
“A questão dos animais nas ruas não começou nas ruas. Raros são os casos de animais que nasceram, cresceram e se mantêm por muito tempo nas ruas. A realidade das ruas vem da falta de posse responsável e do abandono. Diariamente recebemos mensagens de pessoas pedindo ajuda para cães e gatos abandonados. Muitas vezes devido a pessoas que se mudam de casa, que tem filho, que acreditam não ter espaço, que passam por problemas financeiros, conflitos e abandonam”, revela Henrique Carvalho, presidente da ong de proteção aos animais, Opar, em São José.
Carvalho alerta ainda que os novos donos de animais devem se preocupar sobre a importância da adoção consciente e que o bicho não é um brinquedo e demanda diversos cuidados e atenção.
“Adoção é coisa séria, a posse responsável é mais séria ainda. Identificar o animal, manter a boa saúde como vermifugar, vacinar, castrar, entre outros pontos é essencial para quem deseja e tem um bicho amigo. Nas nossas feiras, o adotante e a sua família são criticamente entrevistados, analisamos o perfil, podemos realizar visitas ao lar e ainda exigimos que o adotante assine um documento legal sobre a posse responsável que esta se comprometendo para com o animal”, desta Carvalho.
Abandonar e maltratar animais é crime, previsto na lei federal 9605/98, com pena de três meses a um ano de prisão, além de multas e pode ser denunciado à polícia pelo disque 190.
Outra forma de ajudar é adotar com carinho e responsabilidade seu animalzinho de estimação. A Opar realiza todos os sábados das 10h às 16h duas feirinhas em São José: no estacionamento do Vale Sul Shopping, em frente ao hipermercado Walmart, e no estacionamento do Parque Santos Dumont, na Vila Adyanna. Lá as pessoas podem se informar sobre a posse responsável e ainda adotar seu PET.
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