Homem admite ter matado esposa e simulado acidente na Oswaldo Cruz

Morte aconteceu após agressão à mulher; marido colocou fogo no carro

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
carro_queimado

Corpo da vítima foi queimado dentro do carro

Divulgação/Ocorrência 24 Horas

O marido da mulher de 21 anos que morreu carbonizada neste domingo (20) no trecho de serra de Ubatuba, confessou, nesta quarta-feira (24), ter assassinado a esposa e simulado o acidente que incendiou o carro.

O homem, de 28 anos, já estava detido desde terça-feira (23). De acordo com a polícia, o depoimento do suspeito teria apresentado uma série de contradições com o laudo do IML, entregue nesta quarta.

De acordo com o laudo, confirmado posteriormente pelo marido, a vítima morreu com uma pancada na cabeça. O acidente foi forjado depois que a esposa já estava morta.

Após o acidente, noticiado no domingo, o Meon recebeu uma série de mensagens de amigas da vítima cogitando a hipótese de assassinato. De acordo com elas, o homem já possuía um histórico de ameaças. Outra questão levantada foi a de que a mulher não tinha viagem marcada para aquela data.

De acordo com a Polícia Civil, o homem confessou que a briga que levou ao assassinato da mulher foi causada por ciúmes e pela suspeita de adultério. No depoimento, ele afirmou que teria enforcado a esposa até que ela desmaiasse e, depois disso, ela teria caído e batido com a cabeça.

Ainda de acordo com o depoimento, a ideia era de ‘desovar’ o corpo em Ubatuba. Entretanto, ao perceber que a mulher ainda estava viva, ele enrolou uma fralda na boca e no nariz da vítima, que ficou por cerca de 20 minutos dentro do carro fechado.

Assim que constatou a morte, ainda tendo como base o depoimento do marido, o homem teria usado uma espécie de luva de borracha na garganta da vítima antes de incendiar o carro.

Feminicídio

O delegado Fausto Cardoso, que investiga o caso, explica que o crime será classificado como Homicídio Qualificado ou Feminicídio, com pena estimada entre 15 e 20 anos de reclusão.

O suspeito continuará detido, em prisão provisória, por 30 dias, conforme decretado pela Justiça.

Publicado em: