Homem é preso por importunação sexual dentro de ônibus na Via Dutra, em Caçapava

Prisão aconteceu na tarde desta quinta-feira (4)

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
Delegacia de Caçapava

Um homem de 39 anos foi preso em flagrante por importunação sexual dentro de um ônibus interestadual na tarde desta quinta-feira (4), na Rodovia Presidente Dutra, em Caçapava.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caso aconteceu durante uma viagem entre Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ). A vítima, uma mulher de 36 anos, denunciou ter sido tocada nas partes íntimas sem consentimento enquanto descansava durante o trajeto.

Segundo o boletim de ocorrência, a passageira relatou que o suspeito teria puxado o lençol que a cobria e apertado suas partes íntimas em duas ocasiões. Após a denúncia, o motorista do coletivo conduziu o veículo até a base operacional da PRF, localizada no km 127 da Via Dutra, em Caçapava.

Os policiais rodoviários foram acionados por volta das 17h40 e encaminharam os envolvidos para a Delegacia de Polícia de Caçapava. Posteriormente, a ocorrência foi apresentada na Central de Polícia Judiciária de Jacareí.

Durante a abordagem, o suspeito teria admitido inicialmente que houve contato físico, alegando que o fato teria ocorrido de forma acidental. No entanto, ao ser ouvido na delegacia, optou por permanecer em silêncio após ser informado sobre seus direitos.

Uma testemunha relatou à Polícia Civil ter ouvido uma pessoa perguntar à vítima se ela precisava de ajuda. Na ocasião, a mulher afirmou que havia sido tocada por um passageiro.

Embora nenhum outro ocupante do ônibus tenha presenciado diretamente a ação, a autoridade policial considerou os relatos da vítima consistentes e coerentes, além de amparados pelos depoimentos da testemunha e dos policiais que atenderam a ocorrência.

Diante dos indícios apresentados, o homem foi autuado em flagrante pelo crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal. A Polícia Civil informou que não foi arbitrada fiança na delegacia, uma vez que a pena máxima prevista para o crime ultrapassa quatro anos de prisão.

O caso será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que darão prosseguimento às investigações e aos procedimentos legais.

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