Hugo Souza é vítima de racismo no Canindé
Herói da classificação alvinegra ao defender três pênaltis, goleiro foi alvo de insultos discriminatórios por parte da torcida lusitana

A classificação do Corinthians para a semifinal do Paulistão, garantida na noite de domingo (22), foi manchada por um episódio lamentável de crime de racismo. O goleiro Hugo Souza, protagonista da partida ao defender três penalidades (uma no tempo normal e duas na disputa final), foi alvo de insultos racistas disparados por torcedores da Portuguesa enquanto deixava o gramado do Estádio do Canindé.
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Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ouvir termos como “favelado”, “passa fome” e ofensas direcionadas ao cabelo do atleta. Nesta segunda-feira (23), tanto o Timão quanto a Lusa emitiram notas oficiais de repúdio e confirmaram que medidas estão sendo tomadas para punir os envolvidos.
Posicionamento dos Clubes
Portuguesa: “Não são bem-vindos”
A Portuguesa SAF manifestou solidariedade ao goleiro e afirmou estar em contato direto com a diretoria do Corinthians. O clube informou que trabalha para identificar os responsáveis e aplicará as punições cabíveis dentro de sua esfera administrativa, além de colaborar com as autoridades públicas.
“Torcedores como esses não são bem-vindos no Canindé e em nenhum outro espaço da sociedade”, diz trecho da nota.
Corinthians: Cobrança junto à FPF
O Sport Club Corinthians Paulista repudiou as expressões associadas ao racismo estrutural e informou que acionou formalmente a Federação Paulista de Futebol (FPF) em uma reunião realizada na tarde desta segunda. O clube cobra a apuração rigorosa dos fatos e sanções severas.
“Como agremiação popular e diversa, reafirmamos que não aceitaremos que o racismo passe impune”, destacou o clube alvinegro.
O Protagonismo de Hugo Souza
Dentro de campo, Hugo Souza viveu uma noite histórica. O goleiro foi o principal responsável pela eliminação da Portuguesa ao parar o ataque adversário em três momentos decisivos. Infelizmente, a atuação de gala foi respondida com preconceito por uma parte da torcida adversária, reacendendo o debate sobre a eficácia das punições a atos discriminatórios em estádios brasileiros.
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