Ibovespa cai 0,32% no dia, mas encerra setembro com valorização de 3,57%
Em um pregão morno e de liquidez reduzida, o Índice Bovespa se descolou do bom humor das bolsas em Nova York nesta segunda-feira e operou a maior parte do dia entre ligeira queda e estabilidade, abaixo da linha dos 105 mil pontos. Com uma realização de lucros no setor financeiro e as perdas das ações da Petrobras, o principal índice da B3…

Em um pregão morno e de liquidez reduzida, o Índice Bovespa se descolou do bom humor das bolsas em Nova York nesta segunda-feira e operou a maior parte do dia entre ligeira queda e estabilidade, abaixo da linha dos 105 mil pontos. Com uma realização de lucros no setor financeiro e as perdas das ações da Petrobras, o principal índice da B3 fechou em baixa de 0,32%, aos 104.745,32 mil pontos.
A despeito do escorregão nesta segunda-feira, o Ibovespa se recuperou da perda de 0,67% em agosto fechou setembro com alta de 3,57%, pouco mais de mil pontos abaixo do recorde histórico de pontuação, de 105.817,06 pontos, em 10 de julho. Foi também a terceira maior valorização mensal do ano, abaixo apenas de janeiro (+10,82) e junho (+4,86%). Com isso, o índice encerrou o trimestre com ganhos de 3,74% e levou a alta acumulada em 2019 a 19,18%.
Segundo operadores, a recuperação do Ibovespa em setembro se deu fundamentalmente por fatores externos. Com os principais bancos centrais do mundo adotando medida de estímulos monetários e sinais de arrefecimento da guerra comercial sino-americana, diminuíram os temores de uma recessão global. Também ficou para trás em setembro o ápice do nervosismo com a crise argentina, em meio à perspectiva de vitória de um kirchnerista na corrida presidencial do país vizinho.
Por aqui, houve certa frustração com o adiamento da votação da reforma da Previdência no Senado e desalento com a recuperação lenta da atividade econômica. Do lado positivo, figurou a redução da Selic em 0,50 ponto porcentual, para 5,50%, e a sinalização do Banco Central de que os juros seguirão em trajetória cadente.
Para Pedro Galdi, analista de investimentos da Mirae Asset, esta e a próxima semana tendem a ser decisivas para que o Ibovespa tenha forças para galgar novos recordes ainda neste ano, superando os 110 mil pontos. “O Ibovespa precisa de novos gatilhos. Com a aprovação da Previdência no Senado, podemos ter uma melhora da confiança e alguma melhora da economia, que está muito fraca”, afirma.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou nesta segunda que o relatório da reforma da Previdência será votado nesta terça-feira, 1º, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O plenário da Casa deve votar a proposta em primeiro turno ao longo da tarde. Ele voltou a reafirmar o compromisso de votar a matéria em segundo turno no Senado na primeira quinzena de outubro, talvez na terça-feira ou quarta da próxima semana.
No exterior, as atenções estarão voltadas ao encontro bilateral entre americanos e chineses, em Washington, no dia 10. Operadores lembram que as bolsas chinesas estarão fechadas por sete dias a partir desta terça, em razão do feriado de comemoração pelo 70º aniversário da Revolução Chinesa, o que deve restringir a liquidez nos mercados e reforçar entre os investidores o tom de compasso de espera pelo encontro bilateral no dia 10.
Sem ânimo para novos negócios, investidores optaram nesta segunda-feira por uma realização de lucros no setor financeiro, o que determinou o sinal negativo do Ibovespa. O papel PN do Itaú caiu 1,41%, e o ON do Bradesco, 1,68% – ambos figuraram entre as demais maiores queda dentro da carteira teórica do índice. Outro ponto negativo foram as perdas das ações da Petrobras – 0,40% (PN) e 0,89% (ON) -, na esteira da queda do petróleo. O volume negociado ficou em apenas R$ 12,351 bilhões.
Posts Relacionados

Ato de Flávio Bolsonaro reúne 71,9 mil pessoas na Avenida Paulista, aponta levantamento

TSE encerra ação que tentava barrar ato com Caetano Veloso em Copacabana

Senado inicia análise do fim da escala 6×1 com articulação para votação em dois turnos nesta quarta-feira
