Ibovespa recua com Petrobras e cenário econômico ruim

O rebaixamento do rating da Petrobras pela Moody’s, durante a madrugada, atingiu em cheio os papéis da estatal nesta sexta-feira, 30, que despencaram desde o início da sessão. Essa notícia somou-se aos dados ruins das contas públicas e aos receios com um possível racionamento de energia e água para completar o cenário de baixa para a Bovespa. O…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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O rebaixamento do rating da Petrobras pela Moody’s, durante a madrugada, atingiu em cheio os papéis da estatal nesta sexta-feira, 30, que despencaram desde o início da sessão. Essa notícia somou-se aos dados ruins das contas públicas e aos receios com um possível racionamento de energia e água para completar o cenário de baixa para a Bovespa. O índice à vista cedeu 1,79%, aos 46.907,68 pontos. Este é o menor nível desde 19 de março do ano passado.

Na mínima, a bolsa brasileira marcou 46.484 pontos (-2,68%) e, na máxima, 47.759 pontos (-0,01%). Com o resultado, o Ibovespa terminou o primeiro mês de 2015 com perda de 6,20%. Em dezembro, já havia recuado 8,52%. O giro financeiro totalizou R$ 7,992 bilhões.

Os papéis da Petrobras estiveram entre os destaques de queda. Tudo porque a Moody’s rebaixou o rating da Petrobras para BAA3, mantendo a perspectiva sob revisão para futura nova baixa. Isso fez os papéis da estatal caírem pela terceira sessão consecutiva (-5,08% na ON, a R$ 8,04, e -6,51% na PN, a R$ 8,18). Na semana, o tombo foi de 15,55% na ON e de 18,20% na PN, praticamente a queda acumulada em janeiro, de 16,16% e 18,36%, respectivamente.

Além das notícias ruins para a Petrobras, o Banco Central informou que o setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais – com exceção de Petrobras e Eletrobras) apresentou déficit primário de R$ 12,894 bilhões em dezembro. Foi o pior resultado para o mês desde 2001, quando teve início a série histórica do BC. Em 2014, o déficit público primário foi de 0,63% do PIB.

Com tantos dados negativos, os investidores não encontraram muitos motivos para comprar ações na Bovespa. Ainda mais porque a possibilidade de racionamento de energia e água em várias partes do País segue no radar.

Na tarde de hoje, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou que o órgão não tem muito mais margem de manobra para garantir o abastecimento de energia em caso de escassez de chuvas. “É um desafio mesmo, porque não tem margem. Só uma medida ou outra. O grande vilão agora é a chuva”, afirmou.

Já o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, descartou o risco de apagão nos próximos três meses e disse que o governo prepara um programa de eficiência energética a ser lançado nesse prazo.

Neste cenário, os papéis do setor de energia despencaram: Copel PNB (-5,45%), Cemig PN (-3,87%), Cesp PN (-3,84%), CPFL ON (-4,54%), Eletropaulo PN (-7,67%), Eletrobras ON (-2,66%), Eletrobras PNB (-4,66%) e Energias do Brasil (-2,15%). No setor de saneamento, Sabesp ON (-1,41%) e Copasa ON (-0,76%).

Em Nova York, o Dow Jones cedia 0,28% por volta das 17h45 (horário de Brasília), o S&P 500 tinha baixa de 0,17% e o Nasdaq subia 0,08%.

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