Ibovespa recua influenciado pela queda das ações da Petrobras
A Bovespa fechou em queda nesta quinta-feira, 05, depois de um pregão volátil e de três sessões consecutivas de ganhos, conduzida pelas expectativas dos investidores sobre a definição dos nomes que formarão a nova diretoria da Petrobras. Notícias envolvendo o setor de energia também pesaram nos negócios. No fim da sessão, o Ibovespa caiu…

A Bovespa fechou em queda nesta quinta-feira, 05, depois de um pregão volátil e de três sessões consecutivas de ganhos, conduzida pelas expectativas dos investidores sobre a definição dos nomes que formarão a nova diretoria da Petrobras. Notícias envolvendo o setor de energia também pesaram nos negócios.
No fim da sessão, o Ibovespa caiu 0,14%, para 49.233,85 pontos. Na máxima, a bolsa atingiu 49.816 pontos (+1,05%) e na mínima, 49.020 pontos (-0,57%). O volume de negócios totalizou R$ 7,117 bilhões, segundo dados preliminares. No mês de fevereiro, o índice acumula alta de 4,96% e no ano, baixa de 1,55%.
A Bovespa oscilou entre perdas e ganhos influenciada pelo vaivém das ações da Petrobras, em meio a notícias envolvendo as denúncias de corrupção na companhia e as expectativas sobre a definição da nova diretoria.
Nesta manhã, os conselheiros da Petrobras e representantes da União, acionista majoritária da estatal, se reuniram para discutir a substituição da atual diretoria. Amanhã acontece encontro do Conselho de Administração para discutir o assunto e a previsão é de que não seja concluído num único dia.
À tarde, as ações da Petrobras se firmaram em queda depois que fontes afirmarem que Luciano Coutinho, atual presidente do BNDES, pode ser “solução emergencial” para a estatal. Mais tarde, o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou que o presidente da resseguradora IRB Brasil Re, Leonardo Paixão, também é considerado como uma opção para substituir Graça Foster na presidência da Petrobras. Ele foi procurado há algumas semanas e pode assumir o comando da estatal caso o governo não consiga emplacar um nome de maior peso. Também estão sendo cotados para o cargo o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e o ex-presidente da BR Distribuidora Rodolfo Landim. Nos bastidores, também falam no diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira, e o ex-presidente da Vale Roger Agnelli.
Ainda dentro do noticiário envolvendo a petroleira, o ex-gerente de Engenharia da empresa Pedro Barusco afirmou, em sua delação premiada, que foi o executivo Rogério Santos do Araújo, da Construtora Norberto Odebrecht, quem apresentou a lista de quem seriam as empresas convidadas para as obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que foi superfaturada e custou mais de R$ 27 bilhões. A obra iniciada em 2007 é um dos alvos centrais da Operação Lava Jato, que desbaratou um megaesquema de propina e caixa 2 na estatal petrolífera. A Odebrecht negou as acusações. Ele disse também que cobrou propina sobre contratos da Diretoria de Gás e Energia, na época em que a unidade era dirigida por Graça Foster.
Além disso, a Polícia Federal cumpriu hoje mandado de prisão preventiva contra o sócio da Arxo, Gilson João Pereira, e o diretor financeiro da empresa, Sérgio Ambrósio Maçanerro. Os dois estavam em Itajaí (SC) e são acusados de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras que vem sendo investigado na Lava Jato.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse hoje acreditar que a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras só será feita após o carnaval. ‘Acho mais viável a instalação da CPI depois do carnaval’, disse.
No fim dos negócios, as ações ON e PN da estatal recuaram 2,42% e 2,20%, respectivamente.
No setor de energia: Eletrobras PNB (-2,36%), CPFL Energia ON (-0,68%), CESP PNB (-0,83%), Cemig (-1,82%) e Energias do Brasil (-3,42%). O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Tiago de Barros Correia afirmou que o novo sistema das bandeiras tarifárias vai permitir um “sinal de preço” mais aderente à realidade das condições de oferta de energia no País. Ele confirmou que o valor da bandeira vermelha, a ser sugerido na audiência pública, será de R$ 5,50 para cada 100 kWh consumidos e o da bandeira amarela, de R$ 2,50 para cada 100 kWh consumidos.
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