Ideb revela diferença preocupante entre desempenho de alunos do 1º e 2º ciclos na rede pública em São José

As notas que as escolas públicas de São José dos Campos alcançaram no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) revelam uma diferença preocupante entre o desempenho das crianças que acabam de completar o primeiro ciclo (4º e 5º anos) daquelas que estão terminando o ensino fundamental (8º e 9º anos) para ingressar no ensino médio.

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Escola Estadual Sônia Maria no Interlagos

Reprodução/Facebook

As notas que as escolas públicas de São José dos Campos alcançaram no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) revelam uma diferença preocupante entre o desempenho das crianças que acabam de completar o primeiro ciclo (4º e 5º anos) daquelas que estão terminando o ensino fundamental (8º e 9º anos) para ingressar no ensino médio.

Em muitas escolas municipais, o índice subiu nos anos iniciais e caiu nos anos finais, o que fez com que a cidade não atingisse a meta de 5,4 estabelecida para 2013. São José obteve nota 4,9 na avaliação feita com os 8º e 9º anos. Já nos anos iniciais, a cidade atingiu nota 6,5, quando a meta era 6,2.

O secretário de Educação de São José, Célio Chaves, admite que os anos finais precisam de um olhar mais atencioso não só da cidade, mas dos governos estadual e federal. “Nos últimos anos todos os esforços se concentraram nos anos iniciais, na criança que tem que ser alfabetizada na idade certa, com diversos investimentos e programas. Os anos finais sofrem com a necessidade de modernização porque o adolescente exige mais da escola hoje em dia e, se não nos atualizarmos, esses alunos podem perder o interesse”, explica.

Para Chaves, investimentos como o projeto Escola Interativa deve ajudar a rede municipal atingir a meta estipulada em 5,7 para alunos do 9º ano em 2015. “Não é só isso. Com tantos investimentos nas crianças hoje, elas vão chegar mais preparadas nos anos finais. Esta modernização nas escolas, com tablets e toda tecnologia aplicada, vai aproximar o professor do aluno. Tudo isso vai representar um resultado bem melhor na próxima avaliação”, conclui o secretário.

A escola melhor colocada nos anos finais foi a professora Elza Regina Ferreira Bevilacqua, com Ideb 6,4. A menor nota foi registrada pelas escolas Professor Álvaro Gonçalves e Maria Aparecida Santos Ronconi, com 4,2 cada uma.

Estado
Nas escolas estaduais de São José a situação é mais complicada. Muitas apresentaram notas menores à meta nacional, que é de 4,2 para os anos finais. É o caso da Escola Estadual Professora Sonia Maria Alexandre Pereira, no Parque Interlagos, região sul de São José, que atingiu o índice de 3,3.

Entre as escolas estaduais melhor colocadas está a José Mariotto Ferreira, que funciona dentro do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), com nota 6,4.

Em nota, a Diretoria Regional de Ensino de São José dos Campos informou apenas que houve avanço nos índices registrados em 2011 e 2013 e ressalta que o Ideb apontou que a rede estadual de ensino de São Paulo avançou nas duas fases do Ensino Fundamental e, no Ensino Médio, manteve-se como a segunda melhor rede do país.

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