Ideia de negociar novo acordo do Brexit agora é ilusão, diz ministro britânico
O ministro de Finanças do Reino Unido (chamado lá de chanceler do Tesouro britânico), Philip Hammond, afirmou que a ideia de que será possível negociar um novo acordo para o Brexit com a União Europeia “na última hora antes da meia-noite” é uma “ilusão”. “Sejamos claros: as alternativas ao acordo proposto pela primeira-ministra Theresa May são…

O ministro de Finanças do Reino Unido (chamado lá de chanceler do Tesouro britânico), Philip Hammond, afirmou que a ideia de que será possível negociar um novo acordo para o Brexit com a União Europeia “na última hora antes da meia-noite” é uma “ilusão”. “Sejamos claros: as alternativas ao acordo proposto pela primeira-ministra Theresa May são um Brexit sem acordo ou nenhum Brexit”, declarou em sessão do Parlamento.
Defendendo o acordo de retirada e a declaração política sobre relações futuras negociadas entre Londres e Bruxelas, que irão a voto na Câmara dos Comuns em 11 de dezembro, Hammond argumentou que um divórcio sem nenhum entendimento destruiria “do dia para a noite” as parcerias comerciais forjadas com a União Europeia e por meio do bloco ao longo de mais de 40 anos.
“Seríamos a única economia avançada no mundo a comercializar com a UE apenas sob as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio)”, comentou.
Hammond colocou aos parlamentares a sua opinião pessoal de que, se Londres e Bruxelas não tiverem concluído as tratativas sobre as relações futuras antes de 1º de janeiro de 2021, seria melhor estender o período de transição previsto para começar em 29 de março de 2019 do que acionar a solução emergencial para evitar uma fronteira física entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte, o chamado ‘anteparo irlandês’ (Irish backstop).
Em Westminster, o ministro ponderou que o divórcio tem um custo, “mas rejeitar a vontade do povo teria um custo muito maior”. Questionado sobre os direitos de cidadãos britânicos residindo na UE após o Brexit, Hammond admitiu que, sob o acordo do governo, essas pessoas não terão o direito “automático” de se movimentar livremente entre os países do bloco.
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