Igaratá teme invasão de caramujos gigantes africanos
Saiba como eles se multiplicam e como evitar


Caramujos Gigante Africano se multiplicam em Igaratá
Divulgação/PMI
Um caramujo da espécie Gigante Africano, que veio para Igaratá como uma iguaria substituta do escargot, se multiplicou além do esperado e está invadindo a cidade, como uma nova praga urbana.
Segundo a Secretaria de Saúde de Igaratá, a espécie se prolifera em épocas quentes e dias úmidos e podem transmitir doenças. Com medo de que os caramujos se multipliquem ainda mais, a Vigilância Sanitária e Epidemiológica, emitiu um alerta sobre os riscos trazidos por este molusco.
“A explosão populacional de caramujos-gigantes africanos coloca a população igarataense em risco, uma vez que ele se reproduz de maneira muito rápida, podendo por de 50 a 400 ovos por vez, chegando algumas espécies a ter até 18 centímetros de comprimento, pesando até 500 gramas”, destaca a Vigilância Epidemiológica em nota.
Caramujos
Acredita-se que a espécie foi introduzida na cidade, visando o cultivo e comercialização de escargot. A espécie é nativa do leste-nordeste da África e chegou ao Brasil em 1988. De acordo com os especialistas, o Caramujo-gigante-africano (de nome científico Achatina fulica) é um molusco da classe Gastropoda, de concha cônica marrom ou mosqueada de tons claros.
Normalmente, ele passa o dia escondido e sai para se alimentar e reproduzir à noite, ou durante e logo após as chuvas. Gosta de ficar em locais úmidos e sombreados, como pedaços de troncos, beira de muros, calçadas, cursos d’água, jardins e em meio a restos de alimentos, lixo e entulho.
Esta espécie de caracol é hospedeira natural de diversas doenças transmissíveis aos seres humanos, que atacam principalmente os sistemas digestivo e nervoso, podendo levar à morte. Uma delas é causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis, vetor de um tipo de meningite já registrado em diversos continentes.
Combate
Para combater o caramujo africano, deve-se colocá-lo em um recipiente com ¼ de cloro ou 16 colheres de sal grosso por litro de água, e, após a sua desidratação, quebrar sua concha e colocá-lo em sacos plásticos antes de jogar no lixo, ou enterrá-los numa vala de cerca de 30 centímetros de profundidade, colocando cal por baixo e sobre eles. Evite manuseá-los sem proteção.
Como medida preventiva, deve-se lavar muito bem os alimentos que possam ter sido tocados pelo molusco, para evitar contágios.
Em caso de dúvidas, procure o setor de Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Igaratá ou ligar para (11) 4658-1500 (ramal 1505).
Posts Relacionados

Via Dutra terá obras de recuperação do pavimento até 22 de outubro

Prazo de inscrições para o Vestibular Unesp 2027 chega aos últimos dias

Jovem de 16 anos que estava desaparecido é achado morto a tiros no Litoral e Vale
