Inadimplência volta a cair no Itaú Unibanco no 4º trimestre de 2014
O Itaú Unibanco reduziu seu índice de inadimplência, considerando os atrasos acima de 90 dias, pelo décimo trimestre consecutivo, de 3,2% ao final de setembro para 3,1% no término de dezembro. Com este desempenho, o indicador renovou o menor valor desde a fusão entre o Itaú e o Unibanco, conforme relatório que acompanha as demonstrações…

O Itaú Unibanco reduziu seu índice de inadimplência, considerando os atrasos acima de 90 dias, pelo décimo trimestre consecutivo, de 3,2% ao final de setembro para 3,1% no término de dezembro. Com este desempenho, o indicador renovou o menor valor desde a fusão entre o Itaú e o Unibanco, conforme relatório que acompanha as demonstrações financeiras da instituição.
“A melhora do índice ocorreu em função da redução de pessoas físicas que teve melhora de 0,3 e 1,1 ponto porcentual ante o trimestre anterior e com o mesmo período do ano anterior, respectivamente”, explica o Itaú.
O indicador de pessoa física passou de 5,0% em setembro para 4,7% em dezembro. Em um ano, a melhora foi de 1,1 p.p. Na pessoa jurídica, foi vista estabilidade na comparação trimestral e queda de 0,2 p.p. em um ano. Ao final de dezembro, os calotes, considerando os atrasos superiores a 90 dias, ficaram em 1,8%.
A continuidade da retração dos calotes, segundo o banco, foi influenciada, principalmente, pela mudança do perfil de crédito da carteira. Desconsiderando o impacto da variação cambial, o indicador de inadimplência acima de 90 dias teria recuado 0,2 p.p. quando comparado com o trimestre anterior, de acordo com o Itaú.
O indicador de curto prazo, que considera os calotes de 15 a 90 dias, também teve melhora de 0,1 p.p. no trimestre, passando de 2,6% em setembro para 2,5% em dezembro. Em um ano, a queda foi de 0,5 p.p. Na pessoa física, passou de 4,2% para 3,8% e na jurídica subiu no trimestre de 1,3% em setembro para 1,5% em dezembro. Em um ano porém, foi vista estabilidade nos calotes das empresas e recuo de 0,90% nos indivíduos.
As despesas com provisões para devedores duvidosos do Itaú, as chamadas PDDs, somaram R$ 4,614 bilhões no último trimestre de 2014, queda de 2,7% ante o anterior, de R$ 4,741 bilhões. Ante 12 meses, quando esses gastos somaram R$ 4,191 bilhões, o aumento foi de 10,1%. Em todo o exercício passado, as despesas com PDDs também recuaram 2,7%, de R$ 18,579 bilhões em 2013 para R$ 18,071 bilhões em 2014.
O resultado de créditos de liquidação duvidosa, que desconta as receitas de recuperação no quarto trimestre, ficou em R$ 3,284 bilhões de outubro a dezembro, queda de 1,8% na comparação com os três meses anteriores. As receitas de recuperação somaram R$ 1,330 bilhão, recuo de 4,8%.
O saldo de PDDs do Itaú totalizou R$ 26,948 bilhões ao final de dezembro, aumento de 6,7% no trimestre. Em um ano, cresceu 2,2%. “Houve constituição de R$ 1,113 bilhão de provisão complementar à mínima requerida por resolução do Conselho Monetário Nacional, que atingiu saldo de R$ 6,330 bilhões ao final do quarto trimestre, principalmente, em função de um cenário de menor crescimento econômico que poderia afetar setores específicos”, explica o Itaú em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras. Somente no quarto trimestre, o banco constituiu R$ 668 milhões em provisão complementar à mínima.
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