Industria de aplicativos

Menos de 40 anos de idade e um punhado de milhões de reais na conta. A matemática não é sempre tão exata, mas os números arredondam bem o perfil dos brasileiros que tiveram sucesso na indústria de aplicativos nesta década. Muitos começaram a desenvolver softwares nas universidades e hoje são donos de empresas com estrutura […]

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Menos de 40 anos de idade e um punhado de milhões de reais na conta. A matemática não é sempre tão exata, mas os números arredondam bem o perfil dos brasileiros que tiveram sucesso na indústria de aplicativos nesta década. Muitos começaram a desenvolver softwares nas universidades e hoje são donos de empresas com estrutura enxuta e faturamento alto. O mercado nacional ajuda investidores e desenvolvedores: atualmente, ele movimenta US$ 25 bilhões anuais, com expectativa de alcançar US$ 70 bilhões em 2017, de acordo com projeção do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Tudo isso impulsionado pela disseminação crescente de hardware: levantamento do IBGE mostra que mais da metade dos brasileiros com acesso à internet usa smartphones e tablets para navegar. Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) referente a 2013.

Os números registrados pelas duas principais lojas virtuais da indústria dos aplicativos, também conhecidos como “apps”, sustentam o poder e a aparentemente ilimitada capacidade de propagação (leia quadro abaixo). Sobre as prateleiras digitais dessas duas plataformas acumulam-se quase 3 milhões de softwares. Com isso, só no ano passado, desenvolvedores de aplicativos em todo o mundo acumularam aproximadamente US$ 17 bilhões em receita, o que corresponde a aumento de 50% no faturamento médio das empresas envolvidas com apps.

Apenas no Google Play, que abastece com programas o sistema operacional Android, todos os aplicativos renderam US$ 7 bilhões às empresas entre fevereiro de 2014 e de 2015, segundo informou ao Estado de Minas Regina Chamma, diretora de apps& games para a América Latina. “Qualquer desenvolvedor pode criar uma aplicação e expandi-la ao mercado global de maneira incrivelmente rápida e rentável. Presenciamos inúmeras empresas que se tornaram gigantescas apenas com a publicação de um app, como o Instagram e o WhatsApp, por exemplo”, anima-se André Vilas Boas, diretor de uma empresa especializada em softwares.

Na hora de gastar, o Brasil também assumiu a ponta de um mercado que só cresce. Segundo levantamento da App Annie, empresa que presta consultoria na área, o Brasil ocupa a segunda colocação entre os países que mais registraram downloads no Google Play em 2014, atrás apenas dos Estados Unidos.

Desde o início de 2015, os mais baixados são, respectivamente, WhatsApp, Facebook messenger, Facebook, Instagram e Palco MP3 – este último desenvolvido no Brasil, registrando 40 milhões de downloads nas principais lojas virtuais. “Temos mais de um milhão de músicas cadastradas e os usuários viram no nosso aplicativo uma forma de ouvir músicas gratuitamente e de forma legal, já que são os próprios artistas quem oferece o conteúdo”, explicou Samuel Vignoli, CEO da empresa que idealizou o app.

Veja a diferença entre as principais lojas virtuais do negócio no mundo:

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E aí, já tem alguma ideia para seu próximo “app”? Mãos a obra!

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