Infantino exige punição após racismo contra Vini Jr. na Champions

Gianni Infantino, presidente da Fifa, condena racismo contra Vinícius Júnior em jogo do Real Madrid contra o Benfica

Escrito por: Maria Júlia da Silva Binotto2 min de leitura
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, manifestou-se oficialmente após mais um lamentável episódio de possível racismo envolvendo o brasileiro Vinícius Júnior. O caso ocorreu nesta terça-feira (17), no Estádio da Luz, em Lisboa, durante o confronto entre Benfica e Real Madrid pelos playoffs da Champions League.

O incidente aconteceu logo após Vini Jr. marcar o gol da vitória merengue. Durante uma discussão com os jogadores Otamendi e Prestianni, o brasileiro denunciou ofensas racistas ao árbitro François Letexier, que imediatamente acionou o protocolo da Fifa ao cruzar os punhos sobre a cabeça, interrompendo a partida.

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O Pronunciamento de Infantino

Em nota, o mandatário da entidade máxima do futebol mundial demonstrou indignação e solidariedade ao atacante brasileiro:

“Fiquei chocado e entristecido ao ver o incidente de suposto racismo contra Vinícius Júnior. Não existe absolutamente nenhum espaço para o racismo no nosso esporte e na sociedade — nós precisamos que todas as partes interessadas tomem providências e responsabilizem os culpados”, afirmou Infantino.

O dirigente também fez questão de enaltecer a postura da arbitragem por gerenciar a crise em campo e reforçou o compromisso da Fifa no combate à discriminação.

Tensão no Estádio da Luz

A partida ficou paralisada por cerca de dez minutos. De acordo com imagens da transmissão, a acusação de Vini Jr. foi direcionada ao jogador Prestianni. O clima esquentou quando:

Ameaça de abandono: Jogadores do Real Madrid cogitaram deixar o gramado em protesto.

Reação da torcida: Parte dos torcedores do Benfica iniciou cânticos contra o brasileiro, embora sem termos racistas registrados naquele momento pela imprensa internacional.

Mediação: O técnico José Mourinho e o companheiro de equipe Mbappé participaram ativamente das discussões durante a paralisação.

Apesar da denúncia e da ativação do protocolo, Prestianni não foi punido em campo. O caso agora depende do registro em súmula para que a UEFA inicie uma investigação formal e aplique possíveis sanções.

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