Sinapse Produções Teatrais e Culturais apresenta FESTIVAL PARLAPATÕES no TEATRO COLINAS
O Grupo Parlapatões e a Sinapse Produções Teatrais realizarão, por meio do apoio do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o Primeiro Festival Parlapatões no Teatro Colinas. O Festival Parlapatões no Teatro Colinas, em São José dos Campos, são uma importante parte das comemorações dos 30 anos, que […]

O Grupo Parlapatões e a Sinapse Produções Teatrais realizarão, por meio do apoio do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o Primeiro Festival Parlapatões no Teatro Colinas.
O Festival Parlapatões no Teatro Colinas, em São José dos Campos, são uma importante parte das comemorações dos 30 anos, que o grupo completa em 2021. Ao longo de 29 anos, os Parlapatões realizaram 64 montagens, sendo que 20 ainda estão em seu repertório.
O projeto contempla a programação de quatro espetáculos infantis mais recentes e uma oficina.
Descrição
O Festival busca apresentar espetáculos com montagens mais recentes e que ainda estão circulando. Realizaremos um grande panorama da obra do grupo, composta por mais de 60 espetáculos criados pelo grupo.
O Festival acontecerá durante os meses de abril e maio de 2021, uma temporada online e gratuita, que permite ao público o acesso às peças programadas, entrando em contato com a linguagem do grupo e com uma amostra do trabalho desenvolvido nestes 30 anos.
As apresentações foram gravadas em vídeo recentemente no Teatro Colinas para registro do conjunto. Muitas delas não possuem registro em vídeo ou tem algo cuja qualidade de gravação não corresponde às necessidades de difusão do acervo. Além do papel histórico da realização da Mostra, o seu registro, pode futuramente nos dar a possiblidade realizar uma edição especial em DVDs sobre as peças do grupo.
E como se trata de um festival histórico do grupo Parlapatões, além da mostra dos espetáculos infantis vamos oferecer também uma oficina de teatro a fim de aproximar estudantes de teatro, atores amadores e demais interessados do trabalho do grupo, através da programação de 1 Aula-Espetáculo e 1 Workshop sobre a linguagem desenvolvida pelos Parlapatões em seus 30 anos.
Aqui em São José dos Campos o grupo se apresentou na reinauguração do Tetro Benedito Alves da Silva em julho de 2019, com o espetáculo “Os Mequetrefe” a convite da Fundação Cassiano Ricardo. E em outras varias ocasiões no SESC e Teatro Colinas. por aqui o grupo é um sucesso de crítica e de público.
Tantas conquistas se devem ao excelente trabalho artístico do grupo, dedicação intensa à pesquisa do humor, do riso e da dramaturgia contemporânea.
O Teatro Colinas é um dos mais importantes espaços culturais independentes em São José, tendo trazido para a região do Vale grandes espetáculos, inclusive estreias, musicais, atendendo os públicos adulto e infantil-juvenil desde 2011, sob a gestão da produtora Sinapse.
Neste momento de distanciamento social, traz novamente um Festival, que busca unir a arte e o público dentro das atuais possibilidades existentes nesse momento.
Segue abaixo a programação do Festival:
CLÁSSICOS DO CIRCO
O espetáculo Parlapatões Clássicos do Circo reúne alguns dos mais divertidos números cômicos e circenses de diversos espetáculos da trajetória de vinte anos dos Parlapatões. Um grande show de variedades que festeja o repertório do grupo em números para crianças, mas que também divertem os adultos.
24 e 25 de Abril – 16 hs – pelo canal do YouTube do Teatro Colinas.
O BRICABRAQUE
De Hugo Possolo
As aventuras do leiloeiro maluco Bricabraque que narra sua paixão pela pulga Gala.
Com texto e direção de Hugo Possolo o espetáculo traz o parlapatão Raul Barretto em um solo cômico recheado de jogos de improviso. A tônica da montagem de O Bricabraque é o envolvimento da personagem central com as crianças. Logo na entrada do teatro, sala do leiloeiro de um mercadão das pulgas, o público recebe um dinheiro de brinquedo, o Cabraquês, que permite um dos jogos entre o ator e as crianças. A partir daí, ele oferece a tal história que promete juntar aventura, mistério, romance e tudo mais o que a platéia pedir.
Bricabraque é um palhaço em outros trajes que dialoga da mesma forma que as crianças, sem separar o passado, o presente e o futuro.
Os recursos plásticos e sonoros servem para reforçar as habilidades do ator nos jogos que alternam as passagens da aventura com a participação provocada (e não-forçada). Tudo visa manter a trama ao mesmo tempo em que se cria um tipo de interação que só é possível entre crianças e palhaços. Uma experimentação que há muito se trabalha internamente nos Parlapatões, como técnicas de improvisação e jogos específicos para crianças, e que agora chega ao público de todas as idades.
Sinopse:
As fantasias de um Bricabraque para as crianças
No dicionário Bricabraque é um vendedor de bugigangas. O Bricabraque de nossa história é um vendedor atrapalhado, que confunde o que narra com o que está acontecendo. Ele vende tudo. Em geral, coisas muito antigas: relógios de sol, bules astecas, vitrolas, enfim, o que aparecer na sua frente ele passa nos cobres. A única velharia que não vende de jeito nenhum é um anel que ganhou de sua mãe, antes dela morrer.
Ele se envolve em uma série de confusões por causa de uma pulga chamada Gala. Apesar de muito atrevida e irreverente ela demonstra gostar muito de Bricabraque que sempre a recusa. Gala não é uma pulga qualquer, pois, além de falar, tem uma força descomunal. A raiva que Bricabraque nutre pelo pequeno e incômodo inseto desaparece quando ela consegue para ambos um emprego em um Circo.
Lá tudo é diversão e alegria até que o Dono do Circo vende a pulga a um Vilão cruel e terrível. Bricabraque empreende uma intensa aventura para salvar Gala e vai descobrindo, aos poucos, o quanto gosta dela.
Na busca cheia de aventura e non-sense, ele conhece um professor meio louco meio lógico, o professor Loulou que ajuda Bricabraque a compreender o significado de todo o seu rito de passagem.
Ao final, ele a encontra, mas não consegue salvá-la. Gala morre, pois fez enorme esforço em carregar o anel que pertencera à mãe de Bricabraque.
Depois de toda a confusão narrada, Bricabraque toca a vida em frente, revelando que aprendeu a mostrar e a lidar com seus sentimentos. Bricabraque se diverte com as crianças sabendo que é bom ser um pouco louco e um pouco lógico.
É um espetáculo cômico e divertido que procura dar uma visão sobre a perda e até sobre a morte para crianças.
Baseado na pesquisa que os Parlapatões empreenderam ao longo de 2003, o espetáculo Bricabraque é uma comédia para crianças de todas as idades, aconselhado para maiores de 3 anos, com duração de 50 minutos.
01 e 02 de maio – 16 hs – pelo canal do YouTube do Teatro Colinas.
OS MEQUETREFE
Com roteiro de Hugo Possolo e direção de Alvaro Assad, a nova montagem dos Parlapatões, traz quatro palhaços vivendo um dia de total nonsense.
A inspiração de Os Mequeterefe foi a obra do inglês Edward Lear, ilustrador e poeta inglês, que criou o termo nonsense. Os Parlapatões convidaram o diretor Alvaro Assad, da carioca Cia. Etc e Tal e que dirigiu A Noite dos Palhaços Mudos (Cia. La Mínima) para dirigir o roteiro elaborado por Hugo Possolo, visando promover um intercâmbio artístico entre dois grupos que trabalham o cômico em vertentes diferentes, a mímica e a palhaçaria.
Em Os Mequetrefe quatro palhaços que, não por acaso, se chamam Dias, vivem a jornada de um longo e divertido dia. Do despertar à hora de ir dormir, revelam como a desconstrução da lógica cotidiana pode abrir espaço para outras maneiras de encarar a vida. Vivendo situações bem comuns esses cidadãos nada comuns provocam uma série de confusões tão hilárias quanto poéticas.
Da maneira como acordam, passando pelo jeito como se vestem para ir trabalhar, eles encaram essa aventura através do dia de maneira cômica. Depois de acordar, os Dias pegam o ônibus, que irá se transformar em tudo que pode levar gente, seja navio ou trem, para simplesmente irem ao trabalho, e assim manipulam objetos de cena de maneira lúdica, sempre carregados de um humor provocativo. Seja no trabalho, onde todos seus colegas são seres absolutamente estranhos, ou seja, no final do dia, quando a televisão despeja imagens violentas sobre todos, esses palhaços retiram de suas hipérboles sua comicidade e seu lirismo.
As poesias e pinturas de Edward Lear, criador da expressão em seu Livro do Nonsense, bem como características visuais e verbais do Futurismo e do Dadaísmo, levou a pesquisa do grupo redimensionar os elementos da palhaçaria visando criar cenas onde a desconstrução da lógica, já presente da essência dos palhaços, pudesse ganhar dimensão lírica. Para o diretor Alvaro Assad “Os Mequetrefe vai além de seu ponto de partida de reunindo palhaços em torno do nonsense, para ganhar outra potência, afinal busca na desconstrução da lógica uma visão com a qual o público se identifique”.
Nos dicionários Mequetrefe é definido um insulto a uma pessoa e seu significado pode ser utilizado de três maneiras distintas: intrometido, trapaceiro ou sem importância. Para Hugo Possolo “esses três sentidos estão presentes em tudo que vivenciam os Dias, esses quatro palhaços que no fundo somos nós, os cidadãos, nos deparando com os absurdos do dia-a-dia.”
Os figurinos evitam a caracterização dos palhaços clássicos para se voltar aos arquétipos da loucura, onde cada Dias tem sua especificidade e utilizam detalhes tão inúteis quanto deslocados da realidade. Assim como a cenografia que se apresenta como parte da narrativa, onde os elementos cotidianos se transformam constante pela leitura absurda que os palhaços lhes aplicam. A trilha sonora de Raul Teixeira mescla as referências mais típicas da arte da palhaçaria com uma sonoridade exótica que desconstrói a narrativa para apontar novas trajetórias à aventura. A iluminação de Assad e Reynaldo Thomaz marca a diferença entre os ambientes reais e os fantásticos nos quais os palhaços penetram a cada nova etapa da aventura.
Álvaro Assad
Álvaro Assad é diretor, ator e um cômico com especialidade gestual. Pesquisa e desenvolve sua técnica artística há 23 anos, tendo trabalhado e se aperfeiçoado na técnica gestual em 1991 com Luís de Lima (mímico português parceiro do mestre francês Marcel Marceau). Formado pela CAL – Casa das Artes de Laranjeiras, em 1994, junto com o falecido diretor vanguardista Marcio Vianna. Fundou, em 1993, o grupo carioca Centro Teatral e Etc e Tal, do qual é, gestor, diretor, ator e preparador mímico. Assina direção e roteiro de todos os espetáculos do Etc e Tal, dentre eles No Buraco, Fulano & Sicrano e O Maior Menor Espetáculo da Terra. Faz parte do Conselho Consultivo do CBTIJ – Assitej – Brasil e é també ;m curador do Festival Anjos do Picadeiro, do Rio de Janeiro e do Festclown, de Brasília. Foi agraciado com prêmios de melhor ator e/ou diretor por sua atuação em Fulano & Sicrano em diversos festivais nacionais e indicado como ator no Prêmio Maria Clara Machado do ano de 2001 por sua atuação em Victor James.
Em 2007 foi agraciado pelo Prêmio Newcomershow em Leipzig na Alemanha, no Festival de Variete Krystallpalast, apresentando o espetáculo No Buraco.
No ano de 2008 foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro de SP pela direção de A Noite dos Palhaços Mudos e ao Prêmio Femsa Coca-Cola pelo mesmo espetáculo, nas categorias Melhor Direção e Melhor Adaptação. Indicado também ao Prêmio Bravo Prime pelo mesmo espetáculo. Laureado com o I Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro na categoria de Melhor Espetáculo. Em 2012, dirigiu e roteirizou o espetáculo A Fantástica Baleia Engolidora de Circos, da Cia. Frita e no mesmo ano assinou a Direção Mímica do espetáculo Mistero Buffo da Cia. LaMínima. Em 2014 foi agraciado com o Prêmio Especial Zilka Salaberry pelos 20 Anos de Teatro e Pesquisa Mímica com sua companhia Etc e Tal.
08 e 09 de maio – 16 hs – pelo canal do YouTube do Teatro Colinas.
TOTALMENTE PASTELÃO
A história de Totalmente Pastelão! é bem antiga, do século XIII. É uma farsa medieval, tipo de representação teatral alegre e descontraída feita nas ruas, que foi adaptada para as crianças, pelo diretor dos Parlapatões. A peça foi baseada na farsa medial anônima “O Pastelão e a Torta”
Para Possolo, “as farsas surgiram para todas as idades, para todas as faixas sociais e a adaptação para crianças requer especial atenção, pois estão trazem uma lição moral, a qual não pretendemos impor para público nenhum.” Assim, o final da trama é diferente da farsa original, buscando dimensionar que todos os personagens cometeram e comentem erros, como todos os seres humanos. “Fazemos um humor físico, com tapas, socos e tombos que anda sumido dos palcos por causa de uma atitude ‘politicamente correta’ que não traduz os conflitos da realidade, transformando a fantasia em um mundo à parte, que não tem nada a oferecer.”
Chico Farofero e Resmelengo são dois moradores de rua, malandros, meio palhaços, que têm a ideia de montar uma empresa de trapaças.O primeiro “negócio” surge ao acaso, quando Farofero, o mais malandro da dupla, ouve uma conversa entre Tartamelo e sua esposa Dulcinéia, donos de uma Doceira, e decide trapaceá-los. Então, ele e Resmelengo inventam um jeito de conseguir comer os salgados e doces feitos pelo casal. Acontece que nem tudo sai como eles tinham planejado e as trapaças deles terminam numa grande confusão.
15 e 16 de maio – 16 hs – pelo canal do YouTube do Teatro Colinas.
Um pouco mais sobre a historia do Grupo :
O grupo Parlapatões surgiu em 1991, ainda com o nome Parlapatões, Patifes & Paspalhões. Trabalham com comédia, circo e teatro. Além de seus espetáculos, mantêm o seu teatro, o Espaço Parlapatões, considerado um marco na revitalização do centro paulistano e o Galpão Parlapatões, espaço de ensaios e centro de treinamento de teatro e circo.
Desde sua inauguração em 2006, o Espaço Parlapatões recebe espetáculos do grupo, bem como de outros grupos e companhias, nacionais e internacionais. Produz e sedia mostras, festivais e eventos, como: Festival de Cenas Cômicas, Festival de Peças de UM MINIUTO, Mostra de Solos, Palhaçada Geral – Encontro Nacional de Palhaços, C rso de Poesia Falada e a mostra do repertório dos Parlapatões, Sortidos & Variados.
Mais recente, de 2012, o Galpão Parlapatões se caracteriza por ser um centro de treinamento de circo, ensaios de teatro, que tem sido locado por diversas companhias, grupos teatrais, empresas de produção de áudio visual por ser um espaço amplo, com pé direito alto, projetado e equipado para receber esse tipo de atividade.
Os Parlapatões, em parceria com o grupo Pia Fraus, mantiveram de 2006 a 2012, o Circo Roda, com lona própria com capacidade para 720 pessoas, que percorreu mais de 50 cidades em seus 7 anos de existência.
Os Parlapatões idealizaram e produziram, em parceria com a Chaim Produções e J. Leiva Cultura e Esportes, a Festa do Teatro, que em suas três últimas edições distribuiu gratuitamente mais de 100 mil ingressos de peças teatrais para a população paulistana e carioca.
Os Parlapatões se caracterizam por ser um grupo vivo no contexto cultural da cidade de São Paulo, cuja singularidade traz a herança do Circo e do Teatro de Revista, que comenta e faz humor com os acontecimentos enquanto eles acontecem, primordial na crítica de costumes, se valendo disso para buscar um sentido político em sua obra. É um grupo que gira em torno da linguagem circense, do humor provocativo, da dramaturgia própria, do improviso e de elementos populares que trazem uma intensa carga clássica para se atirar na criação constante e presente na vida da cidade e de seus cidadãos.
Os Parlapatões sempre se engajaram na construção de políticas públicas para o teatro e o circo. O grupo, marcado por sua atuação no país inteiro, contribuiu no processo de reconstrução da Cooperativa Paulista de Teatro e participou diretamente da realização da I Mostra Brasileira de Teatro de Grupo, promovendo o III Encontro Brasileiro de Teatro de Grupo. Foi um dos grupos articuladores do Movimento Arte Contra a Barbárie que elaborou o Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo. Como consequência destas ações foi também um dos gestores do jornal O Sarrafo, que debatia políticas voltadas para a Cultura. É um grupo que tem se caracterizado por gerar a reflexão, o debate estético e polític o, tanto junto &agrav e; classe artística quanto junto ao público.
Os Parlapatões participaram ativamente, junto a outros grupos e artistas, da criação da SP Escola de Teatro – Centro de Formação de Artes do Palco, sendo que, atualmente, Raul Barretto coordena o Curso de Humor e Hugo Possolo coordena o Curso de Atuação.
As montagens dos Parlapatões sempre têm uma vertente política, que se consolida no repertório, que se aprofundando na pesquisa cênica e formando novos parâmetros, estabelecem uma relação mais direta entre atuação artística e cidadania, consolidando-se em nossa dramaturgia e na nossa forma atuar, dentro e fora de cena.
O trabalho dos Parlapatões é completamente voltado ao sentido público do Teatro, como diálogo intenso e presencial de questões sociais e políticas de nossa sociedade. Vemos, cada vez mais, que se torna necessário e fundamental possibilitar ao público interagir e manifestar-se diante da obra teatral, para exercermos juntos sua capacidade libertadora.
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