Inpe ajuda produzir nanossatélite brasileiro que será lançado na Rússia

Engenheiros e alunos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos, começaram a dar suporte técnico à produção do nanossatélite brasileiro, o NanosatC-Br1, previsto para ser lançado ao espaço no primeiro semestre deste ano.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Engenheiros e alunos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos, começaram a dar suporte técnico à produção do nanossatélite brasileiro, o NanosatC-Br1, previsto para ser lançado ao espaço no primeiro semestre deste ano.

O projeto começou a ser desenvolvido pelos alunos de graduação da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), no Rio Grande do Sul, mas agora recebe ajuda dos pesquisadores em São José, com os subsistemas e componentes.

O lançamento do NanosatC-Br1 já foi contratado pela AEB (Agência Espacial Brasileira) e será feito por meio de um lançador russo, o DNEPR-IV, em maio ou junho deste ano, na Rússia.

O objetivo é desenvolver, integrar, testar, lançar e operar um pequeno satélite dentro de um novo padrão conhecido como “cubesat”, com 1 litro de volume e 1,33 kg de massa em formato cúbico, com aresta de 10 cm.

“Adotamos uma estratégia de não desenvolvê-lo integralmente para este primeiro, e fazer uma substituição gradual de seus subsistemas com futuros projetos similares. Isto para que ganhássemos tempo e tivéssemos maior confiabilidade com base em utilizar componentes e subsistemas que já voaram com sucesso”, disse Otávio Durão, pesquisador do Inpe.

Segundo ele,  a plataforma do cubesat e a estação de solo foram adquiridos de uma empresa holandesa.

Os testes ambientais e de vibração serão feitos no LIT (Laboratório de Integração e Testes), localizado no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), onde foi feita a integração do modelo de engenharia e de vôo. O ITA já recebe dados de diversos cubesats em órbita, e há interesse da comunidade internacional em utilizar as duas estações de São José dos Campos e Santa Maria, no hemisfério sul.

Para Otávio Durão, essa é uma nova tecnologia de baixo custo e com o uso de componentes utilizados em outras aplicações. Segundo ele, está se criando no Vale do Paraíba uma massa crítica para explorar essas tecnologias no futuro em igualdade de condições com países que são mais desenvolvidos que o nosso.

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