Inpe assume controle do satélite CBERS-4, lançado no ano passado

Desde o lançamento, atividade era exercida por instituição chinesa

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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20141128_animação do cbers4_inpe_(Reprodução/Youtube Animação do Lançamento/Inpe)

Desde o lançamento, atividade era exercida por instituição chinesa

Reprodução/Youtube

O CRS (Centro de Rastreio e Controle) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) assumiu a responsabilidade pelo comando de plataforma do CBERS-4 no início deste mês. Desde o lançamento do satélite sino-brasileiro, em dezembro do ano passado, a atividade era exercida pelo XSCC (Centro de Controle de Satélites de Xian), na China.

“Esta responsabilidade implica não só em monitorar e controlar o estado de funcionamento do satélite, por meio de análise dos dados de telemetria e envio de telecomandos, como também executar manobras de controle de órbita”, explica Valcir Orlando, chefe do CRC/Inpe.

De acordo com o Inpe, para efetivar a transferência de controle, foi preciso avaliar o estado de funcionamento do satélite. O CRC também verificou e atualizou seus procedimentos e software de controle e suas interfaces de comunicação com o satélite e com o XSCC.

“Foi constatado que o CBERS-4, no geral, encontra-se em estado funcional bastante satisfatório e não foi verificado nenhum aspecto que pudesse comprometer o desempenho do satélite”, informa o instituto em nota.

A responsabilidade pelo controle dos satélites da família CBERS vem sendo compartilhada entre o Brasil e a China, de modo proporcional à contribuição de cada país no investimento global do projeto. No caso do CBERS-4, a proporção é de 50%.

“Foi acordado que, excetuando o início de vida, cada país ficaria responsável pelo controle do satélite por um período contínuo de nove meses, findo o qual a responsabilidade seria transferida ao outro, e assim sucessivamente, até o final da vida útil nominal estimada para o satélite, que, no caso, é de três anos. Após o período correspondente à vida útil nominal do veículo espacial, caso este continue em estado operacional, teria início um período de sobrevida. Durante este período, a responsabilidade pelo controle seria transferida, de um país para o outro, a cada três meses, até que o satélite, por algum motivo, deixe de funcionar”, informa o chefe do CRC/INPE.

A próxima transferência de controle de plataforma do CBERS-4, desta vez do Brasil para a China, está prevista para o dia 1° de agosto de 2016.

Independentemente de qual país esteja no controle da plataforma, ambos sempre são responsáveis pela monitoração de telemetria, execução de medidas para determinação de órbita e operação da carga útil, durante as passagens do satélite sobre o seu território.

“A transferência da responsabilidade pelo controle do satélite ao CRC/Inpe, por si só, evidencia sua capacitação para assumi-la. A verificação do estado de funcionamento satisfatório do CBERS-4, quase um ano após seu lançamento, era algo que já seria esperado em função da vida útil nominal de três anos, estimada para o satélite. Ainda assim, ela atesta o alto grau de competência técnica e comprometimento das equipes de desenvolvimento, de integração e testes e de operação em voo que participaram do programa”, destaca Valcir Orlando.

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