Inpe implanta novo método de previsão do tempo em 2016
Expectativa é de resultados com mais precisão, detalhes e confiabilidade


Novo método mostrou melhor desempenho já no período experimental
Flavio Pereira/Meon
O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) adotou, já na primeira semana de 2016, um novo método de previsão do tempo, o BAM (Brazilian Global Atmospheric Model).
De acordo com o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), este novo modelo chega com a proposta de uma maior qualidade e precisão na previsão do tempo, principalmente em casos de maior gravidade, como chuva intensa e longos períodos de estiagem.
O BAM foi utilizado de forma experimental durante um ano e, nos últimos três meses, funcionou em fase pré-operacional, apresentando excelentes resultados, com níveis de acerto similares ao modelo utilizado nos Estados Unidos, o GFS (Global Forecast System).
Em uma comparação com o antigo método, chamado AGCM (Modelo de Circulação Geral Atmosférico), ao realizar uma previsão com até cinco dias de antecedência, o BAM conseguiu manter um bom desempenho, enquanto o AGCM apresentou um baixo rendimento a partir do segundo dia.
“Com estas implementações, a expectativa é de que as previsões de tempo para o Brasil deverão melhorar bastante nos próximos meses tanto em qualidade, com maior riqueza de detalhes, como em confiabilidade, principalmente para as previsões com mais de dois dias de antecedência”, destaca Silvio Nilo Figueroa, chefe da Divisão de Modelagem e Desenvolvimento do Cptec.
Previsão estendida
O novo método deve acoplar no futuro um modelo oceânico, podendo produzir previsões estendidas de tempo, com até quatro semanas de antecedência, além de previsões de clima sazonal, para até três meses.
Para isso, segundo o coordenador do Cptec, Antonio Manzi, é necessária uma melhora na estrutura computacional. Um novo supercomputador deve ser adquirido ainda este ano para substituir o atual, cuja vida útil se expira em 2017, e assim dar continuidade nos avanços do BAM.
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