Interino quer recuperar lado psicológico do Flu e avisa: ‘Não dá para inventar’
A demissão de Marcelo Oliveira jogou para o auxiliar Fábio Moreno a responsabilidade de salvar o Fluminense do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Foi ele quem assumiu interinamente a equipe carioca às vésperas do confronto decisivo diante do América-MG, domingo, no Maracanã. “Recebi a notícia ontem. Os resultados não são os esperados,…

A demissão de Marcelo Oliveira jogou para o auxiliar Fábio Moreno a responsabilidade de salvar o Fluminense do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Foi ele quem assumiu interinamente a equipe carioca às vésperas do confronto decisivo diante do América-MG, domingo, no Maracanã.
“Recebi a notícia ontem. Os resultados não são os esperados, estamos com dificuldade na reta final. Após a comunicação ao Marcelo, a direção me chamou e me comunicou que eu comandaria o time”, explicou nesta sexta-feira. “Não dá para inventar muito e querer ser protagonista. É entrar na cabeça do jogador, fazer o simples e fazer um grande jogo. É decisivo, tem grande apelo.”
Fábio Moreno tem 36 anos e é filho do ex-observador técnico do Fluminense, Robertinho. Foi nesse mesmo cargo que ele iniciou sua trajetória no clube carioca, onde trabalhou por anos com Abel Braga. Após a saída do treinador, se tornou auxiliar na comissão de Marcelo Oliveira e, agora, terá a chance de mostrar serviço comandando a equipe.
“Eu venho trabalhando no futebol faz muito tempo apesar de ser jovem, sempre na área de análise dos adversários. Conheci o Abel em 2003 na Ponte Preta, ao trabalhar com meu pai”, lembrou. “Eu acho que a gente não precisa começar do zero. O Abel deixou, o Marcelo deixou. Todos que passaram aqui deixaram algo de bom. Então, o que tem de se fazer é colocar na cabeça do jogador que cada jogo é um jogo.”
O Fluminense ocupa a 14.ª colocação na tabela, com 42 pontos, a dois do próprio América-MG, que abre a zona de rebaixamento do Brasileirão. Um empate basta para seguir na elite, mas a pressão está toda do lado tricolor, que não vence e não marca gols há oito jogos e vem de eliminação nas semifinais da Copa Sul-Americana.
“Antes de atleta, o jogador é ser humano. Ele é suscetível a questões externas. Durante a semana, se treina, se mostra o que se quer ou até se muda, mas nem sempre isso é suficiente. Por ser auxiliar, há tempo de conhecer mais o jogador. É com você que ele se abre, que ele fala dos problemas, que ele se aproxima. Por isso, o auxiliar é fundamental. Como desenvolvi isso durante dois anos, vou tentar fazer isso: dar confiança de que eles podem”, apontou o interino.
O próprio Fábio Moreno, no entanto, admitiu o peso que o confronto terá. “É gigantesco. O Fluminense não se encontra no lugar que deveria. A gente passou a temporada toda brigando por alguma coisa. No Carioca, estivemos a um passo de conseguir algo mais. Na Sul-Americana, batemos na semifinal. No Brasileiro, com a sequência negativa, perdemos a chance de ter algo melhor. A ideia é ajudar, colaborar para não brigar pelo rebaixamento.”
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