Investigação de morte de feto em Caraguá pode levar até dois anos
Médico é acusado de arrancar a cabeça do bebê durante o parto


Médico é acusado de arrancar a cabeça do bebê durante o parto
Divulgação/PMC
O Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) investiga a morte de um feto durante o parto, no dia 29 de junho, no hospital Stella Maris em Caraguatatuba. O médico teria realizado um parto normal em gravidez de risco.
Segundo o Cremesp, uma sindicância foi aberta para averiguar os fatos e coletar as provas de um possível erro médico e pode levar de seis meses a dois anos para ser concluída. “Se, durante a fase de sindicância, forem constatados indícios de infração ética, que consiste no descumprimento de algum artigo do Código de Ética Médica, passa-se à segunda fase: a instauração do processo ético profissional. Sem indícios, a denúncia é arquivada.” explicou a instituição.
Caso o médico seja acusado, as penas vão de uma advertência até a cassação do registro profissional, que é feita pelo Conselho Federal de Medicina.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Vanderlei Pagliarini, foi feito o pedido de um laudo minucioso que deve ser entregue ainda esta semana.
Em nota, o hospital Stella Maris declarou que o caso foi encaminhado para a análise e o médico acusado está suspenso até a resposta final do Conselho.
O caso
A moradora de Ilhabela Kawana Santos, de 24 anos, estava grávida de seis meses quando se internou no hospital. O bebê estaria em uma posição desfavorável para um parto normal e a gestação era considerada de risco.
No dia 27 de junho, a gestante foi hospitalizada com fortes dores. Após dois dias, um dos médicos do hospital teria medicado a jovem e optado por realizar o parto normal. Durante o procedimento, o bebê teve a cabeça arrancada do corpo; o marido estava na sala de cirurgia e presenciou a cena.
Luciana Costa, avó paterna da criança que se chamaria Valentina, contou que sua família e, principalmente, os pais da criança estão em choque. “Todos os médicos que minha nora passou antes disseram que o mais seguro era ‘tentar segurar o bebê na barriga’ o máximo possível. Isso que a gente não entende. Como que o médico do hospital rompe a bolsa sem avisá-la e puxa o bebê”, contou.
A avó também disse que a família irá lutar por justiça, para que o médico tenha a licença cassada e não cometa esse mesmo erro com outras mulheres.
O Meon entrou em contato com o médico responsável pelo parto, mas até o fechamento da reportagem não obteve retorno.
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