Izaías Santana, um prefeito no ‘bandejão’

Prefeito de Jacareí fala dos almoços em PFs à reflexões de gabinete

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Prefeito passa duas horas sozinho no gabinete após o expediente

Pedro Ivo Prates/Meon

Os bandejões do centro de Jacareí ganharam, desde o início de 2017, mais um frequentador assíduo. Trata-se do prefeito Izaías Santana (PSDB), que, de acordo com os funcionários da prefeitura, é figurinha carimbada nos estabelecimentos da gastronomia popular.

A prática, o advogado de 50 anos diz trazer dos tempos de estudante. Izaías não faz distinção de estabelecimento. Ali, nos arredores do Paço da Cidadania, quase todos já foram testados e aprovados pelo prefeito.

“Nunca tive muito melindre com comida. Não tem porque eu começar com essa coisa agora. Até porque o cargo é provisório, não dá pra se deslumbrar com ele, não”, afirma.

O paladar afeito à baixa gastronomia não é a única peculiaridade do atual prefeito. Izaías vem mantendo algumas práticas que ganharam a atenção dos servidores durante esses 134 dias de mandato.

O advogado abriu mão da vaga privativa a que tem direito no estacionamento da prefeitura, bem como do carro oficial do chefe do Executivo, um Toyota Corola.

Izaías prefere dirigir seu próprio automóvel. Para as viagens mais curtas, o carro utilizado é o mesmo Gol disponível aos servidores.

Já o hábito de entrar para o trabalho pela porta da frente, ignorando um elevador privativo para o andar de seu gabinete, tem uma explicação na ponta da língua. “Os servidores precisam saber que o prefeito entra às oito horas para trabalhar”, assume.

Meditação após expediente

O prefeito, que ainda mora com a mãe, dona Josefa Maria, passa as horas de folga jogando bola com os sobrinhos nas imediações do Parque Santo Antônio, bairro onde reside.

Mas, desde que assumiu a prefeitura, a hora de ir para casa é sempre precedida por momentos de reflexão. Para lidar com a pressão inerente ao cargo, o prefeito conta que, todos os dias, encerrado o expediente, reserva cerca de duas horas para permanecer sozinho com seus botões no apagar das luzes do Paço.

“É um momento de reflexão solitária. Penso principalmente nas questões ligadas à saúde e segurança. São áreas cujos danos para a população podem ser irreversíveis.”

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