João Luiz alega estar sob pressão nas redes sociais em Cachoeira

O cenário político, em Cachoeira Paulista, vive momentos conturbados. O prefeito João Luiz Ramos (PT), não confirmou a possibilidade da existência de um vídeo, em que ele aparece nas imagens, sendo coagido por algumas pessoas. O assunto ganhou repercussão na cidade já que o próprio prefeito, durante discurso, em praça pública, nas comemorações do aniversário […]

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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O cenário político, em Cachoeira Paulista, vive momentos conturbados. O prefeito João Luiz Ramos (PT), não confirmou a possibilidade da existência de um vídeo, em que ele aparece nas imagens, sendo coagido por algumas pessoas. O assunto ganhou repercussão na cidade já que o próprio prefeito, durante discurso, em praça pública, nas comemorações do aniversário de Cachoeira, revelou que tinha o conteúdo guardado.

A afirmação de Ramos gerou indignação entre os vereadores. Os parlamentares cobram que o administrador municipal revele a veracidade do conteúdo. Ramos voltou a afirmar que tem atuado com transparência na gestão de Cachoeira. “A política às vezes tem esse calor mesmo. Acredito que opiniões diferentes são importantes para o fortalecimento do debate, mas com muito respeito. Não aceito, de qualquer forma, algum tipo de pressão, porque eu não estou pressionando as pessoas. Já há algum tempo que minha posição de prefeito vem sendo desrespeitada”, alegou.

O prefeito disse que a pressão contra sua administração está sendo promovida nas redes sociais. Ainda de acordo com ele, as informaçõesinseridas na internet são infundadas “No Facebook estão sendo postadas notícias mentirosas, que são lançadas para denegrir a minha imagem e do meu governo, isso não contribui. O que contribui é se a denúncia for verdadeira e com provas. Estou aberto ao diálogo para todos os grupos, mesmo os oposicionistas. Ficar atrás só de um face (sic) colocando as coisas, sem apresentar diante da autoridade que tem a resposta, não ajuda,” desabafou.

O chefe do Executivo também comentou a posição do Legislativo sobre o suposto vídeo. “Alguns vereadores disseram que tinha alguns vídeos de secretários meus. Prefiro, neste momento, buscar o caminho de um consenso. No momento certo, se precisar, dentro da legalidade,vou tomar às providências. Muitas vezes, no calor da emoção, a gente desabafa e quer trazer a comunidade junto. As pessoas podem confiar e acreditar que quero dar um rumo para a cidade, mas não vou aceitar pressão”, finalizou.

Câmara quer que petista apresente vídeo 
A declaração do prefeito de Cachoeira Paulista, João Luiz Ramos (PT), foi rebatida na sessão da última terça-feira. Um dos principais articuladores de oposição, o vereador Claudio Gaspar (PSB) entrou com um requerimento cobrando explicações do petista, que teria revelado um vídeo com comprovações de coação por pessoas ligadas à política da cidade.

Gaspar usou a tribuna para questionar o prefeito e cobrar a apresentação do material. Para o vereador, a afirmação pode colocar em xeque o trabalho de políticos em Cachoeira. “Ele cita político na sua fala e isso enquadra todos nós. Fiz um requerimento cobrando que o prefeito encaminhe os documentos, porque quem está à frente da gestão tem que ter transparência nos seus atos”.

O requerimento foi aprovado por dez dos 11 vereadores votantes. Além do presidente Aurélio da Farmácia (PMN) e do vereador Guilherme Marcondes (PSC), ausente na sessão, a única a não votar foi Catia Bueno (PT), que deixou o plenário no momento da votação.

O prefeito tem um prazo de trinta dias para responder. “Sinto que isso tudo é para tumultuar a política da cidade e esconder a incompetência da administração municipal. O que ele (João Luiz) quer é dividir a culpa por essa incompetência”, atacou Gaspar.

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