Jornalista Vitor Nuzzi lança a história não autorizada de Geraldo Vandré
Vitor Nuzzi, um jornalista de 50 anos, acaba de lançar a biografia não autorizada de Geraldo Vandré, o homem mais recluso da música brasileira. Seu ato faz história em duas frentes. Ao mesmo tempo em que narra com fôlego e apuração incansável uma vida repleta de mitos e que permanecia nas impressões de calabouço da ditadura, faz o maior desafio…

Vitor Nuzzi, um jornalista de 50 anos, acaba de lançar a biografia não autorizada de Geraldo Vandré, o homem mais recluso da música brasileira. Seu ato faz história em duas frentes. Ao mesmo tempo em que narra com fôlego e apuração incansável uma vida repleta de mitos e que permanecia nas impressões de calabouço da ditadura, faz o maior desafio à lei vigente, que permite a retirada dos livros das lojas com uma simples torcida de nariz do biografado. Seu livro Uma Canção Interrompida é como Vandré, independente e livre de autorizações. Como nenhuma das seis editoras procuradas quis lançá-la sem a ciência do compositor, ele mesmo fez a revisão, mandou para a gráfica e, agora faz a distribuição, uma a uma, pelo correio. São, por enquanto, apenas 100 exemplares que, segundo o autor, não são vendidos.
Nuzzi procurou Vandré para colher depoimentos sobre sua história. Enviou oito cartas e não teve resposta de nenhuma. Na única ligação que Vandré atendeu, foi hostilizado: “Não tenho interesse nas coisas que você está fazendo”. Na tarde dessa quinta, 28, Geraldo Vandré falou com a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo. “Acho isso uma exploração”, afirmou. Depois de ser informado de que os livros não estavam sendo vendidos, reiterou: “Mesmo assim, é uma exploração. Uma exploração de personalidade”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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