José Luís Nunes: ‘Precisamos estar preparados para novos momentos’

Secretário de Esportes de São José não descarta candidatura em 2016

Escrito por: Rodrigo Ribeiro4 min de leitura
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14 de Março de 2014-secretario_de_defesa_do_cidadao_jose_luiz_nunes_foto_warley_leite_meon_6

Secretário de Esportes de São José não descarta candidatura em 2016

Warley Leite/Meon

José Luís Nunes é formado em História pela Univap e pós-graduado em Gerenciamento de Cidades pela Faap. Filho de funcionário da Embraer, nasceu no bairro de Santana, zona norte da cidade, mas aos sete anos foi morar no Jardim Satélite, zona sul, onde vive até hoje com a esposa e  as duas filhas. Foi neste bairro, aliás, que, aos 14 anos, começou a participar da Pastoral da Juventude, trabalho decisivo para sua carreira profissional.

Em 2012, Nunes foi candidato a vice-prefeito na chapa do PSDB e, em seguida, após a derrota na eleição, foi convidado pelo prefeito eleito, Carlinhos Almeida (PT), para ocupar o posto na Secretaria de Defesa do Cidadão, onde ficou até fevereiro deste ano quando assumiu a Secretaria de Esportes e Lazer – desde julho do ano passado, Nunes vinha comandando as duas Pastas.

No ‘Fala Aí’ de hoje, você vai saber um pouco mais do trabalho feito pelo atual secretário de Esportes e Lazer de São José dos Campos, de suas pretensões e dos projetos da secretaria.

Qual a principal dificuldade da secretaria? Lidar com os cortes no orçamento?
O principal problema para o gestor público neste ano é a economia que está fraca. Isso diminui a arrecadação de todos os municípios, gera um contingenciamento menor. Então, o principal, como um todo, é lidar com essa queda de arrecadação.

O que a secretaria tem feito para tentar manter o “padrão” das equipes da cidade, principalmente as de basquete, vôlei, futsal? Buscar parcerias com a iniciativa privada é um caminho?
O foco da secretaria tem que ser o esporte comunitário e o trabalho com as categorias de base. Tudo que é competitivo não tem que ser apenas investimento da prefeitura. Isso é um erro de percepção. Se tiver recurso ou não da prefeitura, as equipes precisam buscar sua sustentabilidade. Então, estamos tentando mudar esse conceito e conversado com as equipes para que elas busquem, por exemplo, leis de incentivo e a iniciativa privada. A prefeitura precisa cumprir seu papel principal que é trabalhar no esporte comunitário e desenvolver lazer para a população.

Como você avalia, por exemplo, uma possível parceria entre o São Paulo F. C. e a equipe de basquete da cidade?
Estamos procurando alternativas e surgiu essa oportunidade de discutir esse projeto com o São Paulo, uma grande equipe, entidade muito forte. No entanto, demora um tempo para configurar uma parceria e a viabilidade do negócio. Para esses próximos campeonatos acho que o negócio é inviável. Porém, é uma alternativa do mesmo modo que também fomos conversar com o Palmeiras, nesse ano, e com o Corinthians, no ano passado.

Qual o balanço que você faz da secretaria nesses dois anos e meio de governo?
Atualmente, temos 121 academias ao ar livre, 60 campos de futebol, 14 piscinas públicas, um projeto belíssimo do Atleta Cidadão com mais de 1.100 crianças, apoio a 42 modalidades de alto rendimento, 58 equipamentos entre poliesportivos e centro comunitários e salões multidisciplinares. A cidade respira esporte e temos buscado garantir a manutenção desses serviços, melhorar a gestão de alguns e ampliar também.

Já está pensando na eleição do ano que vem? Quais suas pretensões? Manter-se como secretário ou pretende lançar-se candidato, seja como vice novamente ou como vereador ou prefeito?
Na vida pública, pertencemos a um grupo político e  precisamos estar preparados para novos momentos. Porém, minhas decisões sempre foram coletivas. Tenho um grupo de reflexão e outro político, no qual tomamos algumas decisões em conjunto. O momento agora é de trabalhar e, conforme o ano político for se aproximando, tomaremos as devidas decisões. Uma coisa é certa, estarei participando do momento eleitoral.

Como candidato?
Não está descartado, tanto no Legislativo como no Executivo. O fato de ter trabalhado no Legislativo e de ter participado de dois governos diferentes me credencia a continuar na vida pública.

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