Joseense é louco pela Argentina e quase chora com o hino dos hermanos

O joseense Gustavo Antonio é um apaixonado pelo futebol assim como a maioria dos brasileiros, mas a diferença está na seleção que move esse sentimento dentro do seu coração: a Argentina. Às vésperas da estreia dos hermanos na Copa do Mundo da Fifa 2014, o “argentino” está ansioso, imagina até onde a equipe de Messi pode chegar e palpita sobre o campeão.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Joseense é louco pela Argentina e quase chora com o hino dos hermanos (Reprodução/Facebook)

Gustavo Antonio tem até uma família adotiva na Argentina

Reprodução/Facebook

O joseense Gustavo Antonio é um apaixonado pelo futebol assim como a maioria dos brasileiros, mas a diferença está na seleção que move esse sentimento dentro do seu coração: a Argentina. Às vésperas da estreia dos hermanos na Copa do Mundo da Fifa 2014, o “argentino” está ansioso, imagina até onde a equipe de Messi pode chegar e palpita sobre o campeão.

“Tenho que apontar que podemos chegar às semifinais sem enfrentar enormes barreiras, ainda assim sou pessimista, a historia aponta isso. Otimistas vocês que devem ficar, único país a sediar duas copas e não ganhar nenhuma? O país do João Havelange que deu esse up grade no mundial? Duvido”, ironiza Gustavo, acreditando que tudo leva para o título brasileiro.

A relação de Gustavo com a Argentina começou aos oito anos de idade, após um jogo contra a seleção brasileira. “Posso reconhecer que o primeiro jogo que vi da Argentina e senti algo diferente foi a vitória de 1 a 0 no Maracanã, em abril de 1998, contra o Brasil. Vi a Copa daquele ano e a identificação foi imediata”, conta.

Hoje, aos 24 anos de idade, Gustavo tem uma relação ainda maior com a Argentina. “Dizem por aí que futebol não dá nada pra ninguém. Discordo. Aprendi o espanhol com revistas de futebol, tive noção de mapa, de país, de continente, dos campeonatos locais, regionais, continentais e mundiais. Tudo por meio do futebol”, explica.

O último título da Argentina foi na Copa América de 1993, mas isso não incomoda Gustavo. “Como pode manter algo por quem não ganha nada há quase minha idade? Explicar os porquês desse sentimento seria como explicar um namoro. Tudo que envolve sentimento é sempre inexplicável”, diz o joseense, que tem até uma “família” no país vizinho.

“Com RG entro na Argentina e fico com minha família adotiva que tenho lá, banco brasileiro tem agencia lá, hoje é acessível e o mais importante é que tenho amigos no país que me recebem muito bem”, afirma Gustavo, que não teme sofrer preconceito com a sua torcida pelo país.

“Não podemos ter medo do que sentimos. Tenho que saber que sou extrema minoria, mas não me impede de ser um “hincha” que faz bandeiras, apoia o jogo cantando e quase chora quando toca o hino. Quem nos julga como traidores, vaiam presidente contra corrupção e pagam milhares de reais a um evento de uma entidade atolada de escândalos”, conta Gustavo.

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