Jovens de S. José vendem trufas para irem a campeonatos de Taekwondo

‘Vimos que podíamos ficar parados por falta de dinheiro’, conta um deles

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Bruno e Lucas_taekwondo_(Foto: Jessica Lemes)

Bruno (à esquerda) e Lucas

Foto: Jessica Lemes

Dois moradores de São José dos Campos, Lucas Balbinot e Bruno Leal, ambos com 16 anos, têm apostado na venda de trufas em alguns pontos da cidade para conseguir bancar as participações em campeonatos de taekwondo. A atitude dos joseenses tem repercutido nas redes sociais.

No último dia 31, a moradora de São José, Thais Cristina, comprou uma trufa de Lucas e publicou em sua página no Facebook uma foto elogiando a iniciativa do adolescente. Em menos de seis dias, a postagem já teve mais de 5.100 compartilhamentos.

“Achei interessante a iniciativa dele, ele poderia muito bem se conformar com a situação, mas preferiu correr atrás dos objetivos dele de forma honesta”, disse Thais. Outra moradora, Jessica Lemes, também postou uma foto dos adolescentes e a publicação também surtiu efeito, foram mais de mil compartilhamentos.

Lucas começou a praticar a modalidade há cinco anos no Centro Comunitário do bairro Alto da Ponte, na região norte de São José, “Hoje treino na academia Camargo Taekwondo, no Bosque dos Eucaliptos [região sul]”, conta o adolescente que começou a vender trufas há cerca de três meses junto com o colega de treino Bruno.

“Começamos a vender quando vimos que podíamos ficar parados porque não tínhamos dinheiro para as despesas dos campeonatos”, conta Bruno que treina desde os 11 anos, na mesma academia de Lucas. “O que ganho não paga nem 10% do que preciso”, completa.

“Vendo trufas para pagar as competições que eu participo. Não tinha patrocinador, nem condições para pagar as despesas dos campeonatos aí comecei a vender trufas para levantar uma grana”, afirma Lucas.

De acordo com Lucas, as vendas rendem em média R$ 400 por mês. “Depende muito do mês, tem mês que vende mais tem outro que vende menos”, diz o joseense que ainda conta com a ajuda do pai para bancar as competições.

“As vendas ajudam, mais meu pai ainda tem que interar com dinheiro”, conta Lucas que costuma vender as trufas nos pontos de ônibus próximos a um shopping na região sul da cidade. Os compartilhamentos nas redes sociais motivaram familiares e amigos dos adolescentes a buscarem patrocinadores.

“Pra mim a arte marcial significa disciplina, respeito e perseverança. Acho que é por isso que ainda prático o esporte além de todas as dificuldades”, conclui Lucas.

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