Jungmann: Política de encarceramento do Brasil está totalmente errada
O ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) admitiu nesta terça-feira, 6, que é preciso fazer uma revisão do sistema de progressão de pena brasileiro. “O problema não é tanto das penas, é da progressão. Esse é o problema. Temos que rever”, disse durante debate no Senado Federal sobre segurança. Como revelou o Broadcast Político,…

O ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) admitiu nesta terça-feira, 6, que é preciso fazer uma revisão do sistema de progressão de pena brasileiro. “O problema não é tanto das penas, é da progressão. Esse é o problema. Temos que rever”, disse durante debate no Senado Federal sobre segurança.
Como revelou o Broadcast Político, membros do Legislativo, Executivo e Judiciário estudam a possibilidade de substituir o regime aberto por medidas como serviços comunitários e uso da tornozeleira eletrônica. O grupo também pretende fazer mudanças na Lei de Execução Penal e no Estatuto do Desarmamento.
Jungmann defendeu ainda que o Senado aprove projeto que destina recursos das loterias federais para a área da segurança pública. Um dos projetos que trata do tema, em tramitação na Casa, prevê que fundos de segurança pública dos estados poderão contar com 2% da arrecadação bruta mensal.
Além disso, sugeriu a criação de uma autoridade sul-americana de segurança para combater a criminalidade e pediu a aprovação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Casa.
No debate, Jungamnn criticou o sistema carcerário brasileiro e pediu mudanças. “O homicídio, o mais grave dos delitos, possui 11% dos presos; por roubo e furto são 53%. Evidentemente que essa política de encarceramento, e peço ajuda ao Senado, tem que mudar. Está totalmente errada. Estamos prendendo muito e prendendo errado, como disse Alexandre de Moraes”, declarou.
Ele também destacou que aproximadamente 30% dos encarcerados foram condenados por tráfico de droga. “Mas quantos deles são chefes dos barões e que comandam economia das drogas? Não faz sentido. Temos que rever isso. Se não, quem for lá para dentro tem que se filiar a uma gangue e não tem saída.”
Jungmann quer ainda que os presídios sejam construídos com mais agilidade. “Temos capacidade de fazer presídio em 90 dias, em 120 dias, e estamos levando cinco anos”, criticou.
Posts Relacionados

Ato de Flávio Bolsonaro reúne 71,9 mil pessoas na Avenida Paulista, aponta levantamento

TSE encerra ação que tentava barrar ato com Caetano Veloso em Copacabana

Senado inicia análise do fim da escala 6×1 com articulação para votação em dois turnos nesta quarta-feira
