Juros fecham nas máximas com dólar em alta e noticiário menos otimista
As taxas de juros negociadas no mercado futuro fecharam em alta em toda a curva nesta terça-feira, 15, em um movimento de correção atribuído ao noticiário escasso e menos otimista. As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam nas máximas do dia. Analistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo…

As taxas de juros negociadas no mercado futuro fecharam em alta em toda a curva nesta terça-feira, 15, em um movimento de correção atribuído ao noticiário escasso e menos otimista. As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam nas máximas do dia. Analistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, afirmam que o mercado mantém a expectativa positiva em relação à reforma da Previdência, mas a ausência de fatos concretos tira o fôlego dos ativos, que passam a ficar mais suscetíveis a realizações de lucros.
À tarde, causou alguma frustração a informação do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de que o presidente Jair Bolsonaro só baterá o martelo sobre a proposta da Previdência após a viagem ao Fórum Econômico de Davos, perto do final do mês. Como o encaminhamento da proposta a Bolsonaro foi prometido pela equipe econômica para esta semana, a expectativa era de que houvesse nos próximos dias mais informações sobre a matéria que será encaminhada ao Congresso.
A afirmação contribuiu para consolidar o viés de alta do dólar, que também foi fortalecido por influência internacional. Em discurso no parlamento europeu, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, alertou que o crescimento na zona do euro tem sido mais fraco que o esperado. A fala do dirigente favoreceu um fortalecimento do dólar ante moedas de países fortes.
“O mercado de juros segue otimista, mas evidentemente mantém a moderação. Neste momento de compasso de espera, qualquer notícia relacionada a política monetária no exterior ou política fiscal no Brasil é capaz de deflagrar correções”, disse André Alírio, especialista em renda fixa da Nova Futura Investimentos.
Ao final dos negócios na sessão estendida da B3, o DI para liquidação em janeiro de 2020 fechou com taxa de 6,61%, ante 6,57% do ajuste de segunda-feira. O DI para liquidação em janeiro de 2021 projetou 7,45%, de 7,37% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2023 fechou com taxa de 8,51%, ante 8,42% do ajuste de segunda-feira. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2025 teve a taxa elevada de 8,92% para 9,02%.
A rejeição do acordo do Brexit, embora já fosse esperada, foi outro fator negativo no período da tarde. Às 17h40, quando o mercado operava na sessão estendida, o parlamento britânico reprovou o acordo para retirada do Reino Unido da União Europeia por 432 votos a 202. A reprovação já era esperada, mas o placar foi considerado como uma grande derrota da primeira-ministra Theresa May. A libra teve reação discreta em baixa ante o dólar.
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